segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Aspectos da vida na Escandinávia (I)

Essa seção do blog traz curiosidades sobre lazer, transporte, clima, cultura, moda e o cotidiano em geral na Escandinávia. Serão textos rápidos (é difícil escrever pouco) e leves que vou postando sempre que algo me chamar a atenção. Talvez eu faça alterações nos textos já postados porque minhas impressões podem muder à medida em que me familiarizo melhor com as situações, e aí eu aviso. Espero ilustrar os posts com fotos. Pelo menos alguns deles.
Começo com o básico, a alimentação: bom apetite.


A Comida
A alimentação está globalizada. Acha-se de tudo nos supermercados e há restaurantes de todas as nacionalidades na Dinamarca e na Suécia. Na primeira vez que fui às compras me chamou a atenção as maças fuji e gala. De onde? Do Brasil, Santa Catarina, acho. Mas logo maçã, que tem um pé em cada esquina por aqui!? É.
Bananas vêm da África e das américas Central e do Sul. Pastas são italianas; queijos, franceses, holandeses e suíços, nada muito diferente. Os tomates e outras hortaliças, em sua maioria, são dinamarqueses mesmo. Daqui chama a atenção o pão preto, fermentado, com grãos de trigo inteiros, pesado e saboroso. Há centenas de marcas e variações. Come-se com queijos cremosos, patês de fígado flavorizados, margarina, folhas, tomates etc.. Há pães para hambúrgueres e cachorros-quentes, uma mania nacional. Cereais matinais, carnes de frango, porco e boi, salsichas variadas. E batata, claro. A salada de batata, com molho à base de maionese, é tradicional.
A comida não é barata mesmo. Exemplos: um litro de leite custa perto de 4 reais; Nescafé, R$ 15 o pote de 100 gramas; banana é praticamente 1 real a peça; meio quilo de tomates, R$ 5; um quilo de cebolas, R$ 4; um quilo de carne moída, R$ 30; meio quilo de peito de frango, R$ 17; frango inteiro, R$ 22. Carne de porco é mais em conta. Peixe só dinamarqueses muito ricos comem, de tão caro que é. E já vem defumado – nham-nham. Me disseram que aqui seria o paraíso do bacalhau e eu ainda nem vi... Tem supermercado para pobre (Netto, Fakta, Audi) e para rico (Fotex, Super Brugen). A diferença de preços é sensível.
Ah!, molho de tomate enlatado é barato, R$ 1,50. Macarrão também é uma boa opção. O manjericão é vendido vivo, nos vasinhos. Achei bem legal. Arroz só tem em pacotes de um quilo e custa uns R$ 8.
Detalhe: acha-se guaraná Antarctica nas gôndolas fácil-fácil, mas é uma facada, R$ 6 a latinha.
Aspecto importante é a preocupação com a boa-forma do povo dinamarquês. Leite com 1,5% de gordura aqui é para o gato. A gente toma porque é mais barato. Em qualquer produto lê-se com destaque a inscrição: no máximo x% de gordura e no mínimo y% de fibras. E bota fibra no negócio. Vai-se ao banheiro para o “número 2” de manhã, de tarde e de noite.


Encontra-se nos supermercados bananas "Chiquita Jr.", pimentas Piri Piri, as mais fortes que encontrei até agora (pode-se mastigá-las puras) e Nescafé Guld. Lembra Ricardo? Só comprei o primeiro - vai ser caro assim lá em Frankfurt

Um comentário:

Ricardo disse...

ahahahah..Realle, ainda tenho uns 6 potes de Nescafé Gold aqui..rsrsrs..e o melhor...foi tudo na faixa!!

Um abração e continue mandando seus textos..estão imperdíveis!
Espero que continuem aproveitando bastante e que depois,vc escreva um livro de suas aventuras no velho mundo....hehe.
Karina manda beijos e diz que vai escrever em breve no seu blog!
JPPP continua lindão e faz 1 aninho dia 05/10.Valeu!