segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Insônia eleitoral

Por conta do TRE fiquei acordado até três da manhã desta segunda-feira. Fiquei em contato direto com os amigos do DM trocando impressões e me informando dos bastidores. Que rolo esse que aprontaram?! Vendo a minha, fico imaginando a angústia dos meus amigos candidatos a vereador com tanta demora!
Um caminhão de urna pifada!? Hummm!!
E essa desembargadora presidenta, hein? Mais uma dela. Que coisa esquisita ela de própria voz proclamar a vitória do Iris Rezende, apesar de não ser mais novidade para ninguém. (Será que foi pedido do Marconi?)
Quer saber? Faz tempo que eu não confio em urna eletrônica. Desde que o Djalma Araújo (PT) teve garfada a eleição de deputado estadual em 2002.
Lembram-se? Eu lhes refresco a memória.
No geral, Djalma ficou 50 votos atrás de Mauro Rubem (também PT), o último dos eleitos da coligação. Só que na principal base do Djalma, o Setor Itatiaia, já no fim da votação uma urna eletrônica travou. Mais ou menos uns 300 votos lá dentro foram para o saco. Dos outros 100 eleitores que votaram no papel, metade assinalou Djalma. Era de se imaginar que ele teria outros 150 votos dentro dos 300 que foram torrados. Nas outras urnas do Itatiaia, Djalma teve média de 200 votos. O Djalma reclamou, obviamente, mas o TRE fez que não era com ele, pois o problema colocava em cheque todo o elogiadíssimo sistema de votação eletrônica. Poderia ser aquele o primeiro problema grave de uma série de outros que viriam ocorrendo? Nenhum mortal sabe...
E além do mais, tem hacker que entra em sistemas seguríssimos como o do Pentágono. Ferrar urninha eletrônica superbásica deve ser brincadeira de adolescente micreiro.
Mas a eleição reservou surpresas. As principais, e não necessariamente nessa ordem, as vitórias de Gari Negro Jobs e Túlio Maravilha.
Incrivelmente (aliás, não deveria ser novidade considerando as eleições dos dois nomes acima), o melhor vereador de Goiânia na última legislatura, Elias Vaz (PSol), foi o eleito com o menor número de votos. Mas foi estratégico e inteligente. Elias dividiu sua base de apoio numa chapa pura que conseguisse alcançar a proporcionalidade. Não o fizesse, teria perto de 10 mil votos e morreria sem atingir o quociente.
Boas notícias também as derrotas de Amarildo Pereira INSS e de Josué Gouvêa (não gosto desse cara depois que ele traiu o irmão da própria igreja, o deputado federal João Campos, para apoiar o endinheirado Chico Abreu); de Antônio Uchoa 44 e outros que sequer lembro o nome de tão insignificantes.

No quadro estadual tenho a mesma impressão que todos têm por ai. O PSDB se ferrou e o PMDB já pode pensar seriamente em investir na candidatura de Iris ao governo.
Gente... Jardel Sebba, Marlúcio Pereira, Jean Darrot, Ridoval Chiareloto...
Que decepção...

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