quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tensões no PT

Há petistas em vias de contrair uma úlcera nervosa com a indefinição de Henrique Meirelles sobre sua misteriosa candidatura ao governo de Goiás. Especialmente aqueles que, já acertados com o Paço Municipal, tentarão uma vaga ou manter-se na Assembléia Legislativa. A falta de um sinal claro (um encontro, um acerto, um acordo) do presidente do Banco Central sobre como poderá ajudar candidatos aos cargos proporcionais está deixando o pessoal com os nervos à flor da pele, o que acaba redundando em cobranças violentas através de entrevistas nas rádios e notas nos jornais. Tais petistas opinam que Meirelles não terá como criar as condições políticas para se candidatar, numa estratégia para arrancar algum posicionamento do financista.
Outro efeito colateral da suposta incursão meirelista na política local foi o racha da Articulação, a tendência majoritária do PT. A ala ligada ao ex-tesoureiro nacional do partido, Delúbio Soares, separou-se do vice-prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, cuja ala incorpora ainda Neyde Aparecida e Osmar Magalhães. O motivo do rompimento é simples. O grupo delubiano defende uma candidatura de Meirelles, enquanto o vice-prefeito sonha em herdar dois anos à frente dadministração da Capital, numa eventual incursão de Iris na disputa pelo governo estadual.

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