sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Marconi investe na imagem de tocador de obras


Marconi Perillo (PSDB) estará fora dos gabinetes em setembro. O governador goiano cancelou toda sua agenda prévia para o mês e vai percorrer 80 municípios do Estado, além da Capital, para vistoriar e inaugurar obras e entregar benefícios. A informação é da jornalista Suely Arantes, na coluna Fio Direto, do Diário da Manhã, nesta sexta-feira (30).
O rush de Perillo pelo interior atende a uma estratégia. O governador vai apostar no "obrismo" para poder confrontar o melhor do discurso dos adversários peemedebistas, notadamente o ex-prefeito Iris Rezende. O PMDB sempre reivindicou os louros de ter criado grande parte da infraestrutura de Goiás nas administrações do partido nas décadas de 80 e 90.
A agenda positiva do tucano, de fato, já começou. Hoje mesmo ele está na cidade de Morrinhos, onde entrega obras de saneamento e acerta a licitação para construção do Credeq no município.
A principal vitrine de Perillo no quesito infraestrutura é o programa Rodovida, que está reconstruindo as estradas do Estado. Neste ponto específico, o PMDB passou a evitar o assunto buraco. A tática das críticas acabou por estimular o governo a cumprir as promessas para o setor rodoviário.
O esforço de Perillo na para foi tão grande que, mesmo em campo oposto, o tucano conseguiu abrir as torneiras do Tesouro Federal para as rodovias, através de financiamentos em bancos oficiais.
Ainda na infraestrutura, outra aposta do governador é o alto investimento em obras de saneamento básico, também aproveitando a enxurrada de recursos federais para a área.
Com o setor de obras sob controle, podendo se comparar em realizações ao PMDB, Perillo vai jogar pesado naquilo que considera seu diferencial: a promoção social e de uma política de desenvolvimento econômico, de atração de investimentos, de geração de empregos, de qualificação de mão de obra.
No social, destaque para o Renda Cidadã e a os programas habitacionais (este também com uma mãozinha do governo Dilma, para desespero de petistas e peemedebistas). O Renda Cidadã foi lançado no primeiro governo do tucano e serviu de modelo para o Bolsa Família -- o próprio presidente Lula reconheceu o pioneirismo de Perillo quando eram amigos, num passado distante.
O fato é que, se partir para disputa de seu quarto mandato (a estratégia aponta para isso), Perillo vai pegar carona no bom momento da economia local. Goiás tem crescimento no PIB maior que os índices do País, ostenta o título de campeão nacional na geração de empregos e tem atraído novas indústrias e investimentos. Até 2016, segundo o próprio governo, as políticas de Perillo terão atraído R$ 30 bilhões em investimentos. Como diria a ministra Ideli Salvatti, Goiás é a locomotiva do Brasil.
Este cenário econômico casa com a imagem que Perillo sempre teve e fez questão de preservar e reforçar como um governador que trabalha para trazer desenvolvimento ao Estado. Corroboram ainda para esta afirmação a prioridade do governo estadual em criar e manter programas de qualificação profissional, como o Bolsa Futuro e a Bolsa Universitária, este último vitrine do tucano, que até o final de seu mandato terá beneficiado 120 mil estudantes, além de dezenas de faculdades e universidades.

Servidor
Um gargalo que começa a surgir para Perillo, porém, é sua relação com o servidor público. Tal ponto nunca foi problema para o tucano, que sempre foi querido pela categoria. Mas, neste terceiro governo, o tucano criou arestas com algumas categorias. A batalha do momento é a exigência dos servidores do pagamento integral da data-base e 2012, mas o governo bateu o pé e vai parcelar em quatro anos.
Para minimizar o problema com o servidores, Perillo tem investido em negociações setoriais, concedendo progressões previstas em antigos planos de cargos e salários para algumas categorias e enviando à Assembleia atualizações nos planos para outras.
É o caso, por exemplo, do pessoal do Fisco (mas não só eles). Projeto de lei encaminhado à Assembleia recentemente propõe alterações na Lei n° 13.738, que institui a carreira de apoio fiscal-fazendário da Sefaz. A matéria cria o Bônus por Resultados de até 20%.
O autor do projeto é o próprio secretário Simão Cirineu Dias, ferrenho opositor do pagamento integral da data-base. Restrita apenas aos fazendários, a proposta terá impacto nos anos de 2013, 2014 e 2015 de R$ 60 milhões.
Em relação aos servidores, a linha dominante no governo é que, para categorias com alto impacto na folha (educação, polícias, saúde) será muito caro garantir alguma vantagem daqui em diante. Eleitoralmente, portanto, o esforço para retomar o bom convívio não seria compensador.

Apesar de tudo, Perillo acha que, na comparação com o PMDB, o servidor ainda fica com ele.

Um comentário:

Karim Antônio disse...

Em Brasília, onde o Governo do Distrito Federal gastou R$ 1,6 bilhão na construção de um estádio de futebol com72 mil lugares, a empresa fornecedora de alimentos para os funcionários de 16 hospitais e quatro UPAS (Unidades de Pronto Atendimento) vai paralisar os serviços. Motivo: o governo, de Agnelo Queiroz, deve R$ 20 milhões à indústria de alimentação “Sanoli”, sendo R$ 8 milhões de julho e R$ 12 milhões de agosto.

Esse é o efeito do arrocho nas contas do governo distrital, um mês e meio depois de o Brasil ter realizado a “Copa das Copas”. Em 2013 e início deste ano, o governador Agnelo Queiroz determinou remanejar em torno de R$ 200 milhões dos orçamentos das Secretarias de Saúde, Segurança e Educação, para reforçar o caixa das obras do estádio Mané Garrincha.

Alerta

Em nota distribuída nos hospitais da cidade, no sábado passado, a direção da Sanoli advertiu que “sente-se no dever de esclarecer que se viu obrigada a paralisar os serviços de alimentação nos refeitórios dos hospitais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal”.

Disse mais:

“Temos percorrido todos os caminhos administrativos e burocráticos na busca de uma solução para que o pagamento fosse regularizado, e notificamos judicialmente a Secretaria de Saúde, no último dia 4”.

Ontem, a assessoria da Sanoli informou, por telefone:

“Temos matéria prima para no máximo 15 dias. Além de não termos o dinheiro que nos é devido, nos falta crédito, enquanto não pagarmos os nossos compromissos. Vamos suspender o fornecimento de alimentos, na medida em que os suprimentos forem acabando; primeiro para os funcionários, depois para os acompanhantes hospitalares e finalmente os doentes”.

Enquanto isso…

A assessoria da Secretaria da Saúde nega:

“Não há nenhum motivo para que a empresa Sanoli suspenda o fornecimento de refeições aos hospitais do DF, uma vez que a Secretaria de Saúde vem realizando os pagamentos regularmente. Desde o início deste governo, em 2011, a Secretaria de Saúde pagou a empresa Sanoli cerca de R$ 350 milhões. Na semana passada, foi feito um repasse financeiro de quase R$ 4 milhões à empresa. Para essa semana está agendado outro repasse no valor de R$ 8 milhões.”

Mas…

A assessoria da Sanoli confirmou, ontem à noite, que existe o débito de R$ 8 milhões, referente a julho. E ainda falta pagar agosto.

Vitimas da Copa

Os problemas na rede pública de saúde da capital da República são tão graves que doentes morrem sem receber atendimento ou por falta de medicamentos, fato que se tornou comum Brasil afora.

O mais recente caso no Distrito Federal é de 14 de agosto, quando um bebê de três meses, com pneumonia, aguardava vaga em uma UTI no hospital de Planaltina, nos arredores da capital. Ele morreu sem receber o tratamento adequado, apesar de a Justiça ter determinado a internação do paciente. etá DF. Boa tarde a todos. Hoje os nossos políticos estão se contra atacando, um valando mal dos outros amanhã no segundo turno os que estão falando mal da Senhora Dilma ou da Marina ; Depois no segundo turnos os mesmo que julgaram . Vão apoiar estes candidatos é povo se matando por fulano é sicrano , quando pergunto sobre a saúde, inventa histórias mentirosas, para ganhar votos, o certo era uma upa em cada setor ou cidade satélite ou interior de Brasilia mais enquanto a população não acorda vai levar! Vai apoiar elas em troca de alguma bancada na câmera ou no senado é o povo por esquecido vão votar nas mesmas figurinhas de sempre a chibata continua a mesma as vezes só muda o batedor. Sera que o Brasil ou Brasileiros vão lembrar disso! A Revolta da Chibata foi um movimento