<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614</id><updated>2011-07-31T03:04:14.858-03:00</updated><category term='Apresentação'/><title type='text'>Blogazzo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-3271080148423401029</id><published>2010-06-25T17:34:00.014-03:00</published><updated>2010-06-25T17:51:02.638-03:00</updated><title type='text'>Viva o boteco de vila</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(Texto originalmente publicado no &lt;a href="http://www.baresrestaurantesgoiania.blogspot.com/"&gt;www.baresrestaurantesgoiania.blogspot.com&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Por Realle Palazzo-Martini - eu mesmo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tudo bem que é da natureza humana se relacionar, se ajuntar, flertar, paquerar, se embebedar, se estranhar e tal. Mas, convenhamos, não dá para entender porque nóis aqui da Goiânia temos uma curiosidade doentia pela novidade quando o assunto é boteco. Já repararam que sempre que surge um bar novo na cidade todo mundo corre para lá ao mesmo tempo? E precisa nem ser grande novidade o bar não. É só trocar o nome, passar uma demão de tinta e o boteco vira novo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pois é. É impossível freqüentar um lugar assim, entupido de gente, barulhento demais, com preferências musicais diversas. Tais ambientes são nocivos à nossa atividade intelectual, fraternal e etílica. Não se pode conversar sem no outro dia tirar onda de Ângela Rorô. Aquela música infame (construi o meu ranchim pra muié e prus fiim) vai ficar duas semanas martelando na sua cabeça. A cerveja é quente, naturalmente, pois não há Suécia que consiga resfriar tanta loira ao mesmo tempo. E mais: quando você se certifica de que a moça da mesa ao lado está dando mole é para você mesmo descobre que ela, no momento, não está aceitando cartão de crédito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ah, e ir ao banheiro, principalmente para as mulheres (Melissa, amiga, me empresta sua sete léguas?), é um exercício de paciência, de controle emocional e dos esfíncteres. Pode se, ainda, ter péssimas $urpresa$ no cardápio, e ainda um tira-gosto malhado, frio e cabeludo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Enfim, bar novo é uma chatice, o que nos compele a uma urgente reflexão acerca do resgate do boteco de vila. O bar nem precisa ficar na vila, trata-se de um conceito (exemplo: Bar do Elpídio, no Mercado da Rua 74, é boteco de vila, mas fica no centro).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Devemos considerar que o ir ao boteco está carregado de significados sociológicos. É, em essência, uma das manifestações de socialização mais fortemente enraizadas na cultura e na tradição brasileiras (atenção, não confunda socialização com reunião de núcleo, apesar de que na tradição da esquerda brasileira toda subversão começa e termina no bar).&lt;br /&gt;Então, listadas abaixo, estão as referências básicas a caracterizar um boteco de vila.&lt;br /&gt;1) - Seja qual for, a música não atrapalha a conversa. Ela precisa estar lá, mas não deve chamar muito à atenção. Aos bêbados é permitido um karaokê (choooora peito, me maaaa...), mas nada de exageros, por favor. Aliás, melhor seria se o boteco de vila tocasse só MPB, porque mesmo se aparecer alguém que não gosta não vai ter coragem de dizer, né (você não conhece alguém que sobe na mesa e bate no peito: "Eu não gosto de MPB!").&lt;br /&gt;2) - A cerveja ou o chope devem ser matrimoniais (ponto) e baratos.&lt;br /&gt;3) - Uma cachacinha de engenho é fundamental e, convenhamos, não deve ter preço de uísque escocês né, tenham consideração, PQP!!!&lt;br /&gt;4) - O petisco tem de ser farto, barato e frito gente, sem essa de frescura natureba, coisa chata, avicruiz (as opções básicas são linguicinha da roça frita, pastelzinho frito, quibe frito, batata frita, fígado acebolado frito, frango a passarinho sequinho e com pele -- churrasquinho com acompanhamento está liberado --, e são permitidas regionalidades, particularidades e invencionices -- desde que fritas).&lt;br /&gt;5) - O dono do boteco, invariavelmente, chega com um paninho, limpa a mesa e já senta logo para colaborar com o bate-papo.&lt;br /&gt;6) - O atendimento é personalizado. O garçom, lógico, sabe seu nome e pergunta logo: "O de sempre, chefe?"&lt;br /&gt;7) - O banheiro pode ser só vaso e pia, e unissex, mas limpinho, pelamordedeus, e com papel higiênico (marmanjos, por favor, abaixem a tampa ao sair); em tempo: é permitido deixar mensagens eróticas nas paredes.&lt;br /&gt;8) - As moças não podem ser seletivas demais com suas escolhas e os rapazes, please, arrumem cantadas mais originais, sutis e gentis.&lt;br /&gt;9) - Uma vaga para estacionar deve ser encontrada a, no máximo, dois quarteirões de distância.&lt;br /&gt;10) - Um orelhão nas imediações e uma viatura da PM roletando de vez em quando são desejáveis.&lt;br /&gt;11) - Gorjeta não é, em nenhuma hipótese, compulsória. Sem essa de extorsão. Se o garçom é bom, claro, pode até levar mais de 10%.&lt;br /&gt;Enfim, que eu me lembre agora, são essas as características básicas que um boteco de vila deve ter. E o objetivo desse post é o seguinte: indique o seu boteco de vila se ele se enquadrar na descrição acima. Começo com cinco:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bar do Dodô&lt;/strong&gt;, Rua Horizonte, no Aeroviário. Cerveja gelada e um tiragosto inspirado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bar do Elpídio&lt;/strong&gt;, claro, no Mercado da 74, Centro. Tiragosto, cachaça e as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bar da Help&lt;/strong&gt;, na praça da Marfinite, T-2 com T-8. Tradição e bom atendimento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Buteko do Chaguinha&lt;/strong&gt;, C-155, Jardim América. O Chaguinha é uma figura.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Breguella’s&lt;/strong&gt;, Rua 134, Setor Sul. É perto da minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Olhaí a contribuição do grande botequeiro Bok@o, gente boa da Vila União, deixado em comentário, que acrescento à lista:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bar da Tia&lt;/strong&gt;, lá na 3, no Centro. O bar não tem este nome, mas todos os punks e boêmios de Goiânia o conhecem como tal. Doses e jogos caça-níqueis ilegais são o forte por lá.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bar do Seu Jamil&lt;/strong&gt;, dentro do Mercado Central. É o boteco mais underground de Goiânia. Você mesmo lava seu copo e se o Jamil estiver empolgando, ele mesmo frita uma carne na panela que não lava há 30 anos e te serve de graça. O forte do boteco sãos a diversas pingas com raízes, músicos boêmios e losers que fazem canjas ao vivos de clássicos caipiras.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tô Aki no Paulão&lt;/strong&gt;, boteco da Vila União, com as mesas ocupando as ruas. Se o carro quiser entrar lá, terá que desviar, pois a galera não sai. Se você quiser, pode ficar na ilha, entre duas imensas árvores e ter a sorte de ficar na rede que ele dispõe por lá. Se for macho, vai lá aos domingos ver uma partida de futebol, regada a cachaça e algumas brigas apartadas pela moçada.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pastel da 84&lt;/strong&gt;, frequentada pela moçada (secundarista). Cerveja barata, gente bêbada nas calçadas com um ou dois sempre tentando encontrar um lugar mocozado pra queimar um orégano.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bar do Dedé&lt;/strong&gt;, o único bar de Goiânia que fica numa curva. Não é esquina de encontro de duas ruas não. É na curva mesmo. O pior atendimento de Goiânia, mas tem um churrasquinho responsa. Se tiver sorte, pega a cerveja gelada. Mas as mesas do outro lado da rua, debaixo de várias árvores, caindo pequenas folhinhas no seu copo e brinquedos toscos, que certamente machucarão o seu filho, garantem a alegria dos baixinhos e grandinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ff0000;"&gt;(Realle Palazzo-Martini é jornalista e, obviamente, botequeiro)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-3271080148423401029?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/3271080148423401029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=3271080148423401029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/3271080148423401029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/3271080148423401029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2010/06/viva-o-boteco-de-vila.html' title='Viva o boteco de vila'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-2006046300112387782</id><published>2009-08-26T06:29:00.007-03:00</published><updated>2009-08-26T06:55:34.385-03:00</updated><title type='text'>Sua casa sob um novo ângulo</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/homeproject"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374206809710150306" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SpUEnqJCQqI/AAAAAAAAANA/aVEFSwenHoE/s400/home.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Quem ainda não assistiu não pode perder. O filme &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;HOME – O Mundo é a Nossa Casa&lt;/i&gt;, do fotógrafo Yann Arthus-Bertrand, é o mais belo e contundente manifesto em defesa da Terra, da preservação ambiental e de uma mudança em nossos atuais hábitos de consumo. As cenas aéreas captadas ao longo de 18 meses de trabalho do fotógrafo francês são de uma beleza sensibilizante. As imagens, aliadas a um texto de poderoso poder de convencimento – sem ser catastrofista – faz de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;HOME&lt;/i&gt; um eficiente instrumento de comunicação e denúncia sobre a atual condição de degradação ambiental do planeta, a exemplo de &lt;em&gt;Uma Verdade Inconveniente&lt;/em&gt;, de Al Gore. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;HOME&lt;/i&gt;, que tem a produção assinada por Luc Besson, foi lançado para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de junho. &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Mas como assistir ao filme?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Bom, uma boa conexão facilita as coisas. Note &lt;a href="http://www.youtube.com/homeproject"&gt;aqui&lt;/a&gt; que o Youtube mantém um canal exclusivo para o filme, porém não há uma versão disponível em português. Estão em espanhol, francês, alemão e inglês, algumas legendadas e outras dubladas. A baixa qualidade do vídeo no Youtube, porém, não faz justiça à grandiosidade do trabalho de Arthus-Bertrand. Se você tem instalado em seu computador o programa uTorrent (&lt;a href="http://www.utorrent.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt; você acha o programa para instalação – gratuitamente), não hesite em baixar o filme. Os arquivos são grandes e podem demorar até uma semana para o download se completar. Mas vale a espera. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;O release (versão) mais baixado do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Mininova&lt;/i&gt; está &lt;a href="http://www.mininova.org/tor/2852493"&gt;aqui&lt;/a&gt;, com o áudio original e qualidade que se aproxima do HDTV. A legenda que provavelmente de adaptará ao release (ainda não deu para testar) está &lt;a href="http://www.opensubtitles.org/pb/subtitles/3518963/home-pb"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Para rodar a legenda, baixe e instale o programa &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=AYATU0SY"&gt;VobSub 2.23&lt;/a&gt;. É preciso salvar o arquivo da legenda na mesma pasta do filme e com exatamente o mesmo nome. Um Codec talvez seja necessário. Ele está &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=M32K5D2R"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Neste release &lt;a href="http://thepiratebay.org/torrent/4937894/HOME_-_O_Mundo_e_a_Nossa_Casa_TVRIP.XDROP"&gt;aqui&lt;/a&gt;, encontrado no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;The Pirate Bay&lt;/i&gt;, o texto está dublado em português de Portugal. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Não está familiarizado com as novidades internéticas? &lt;a href="http://www.fnac.pt/pt/Catalog/Detail.aspx?cIndex=&amp;amp;catalog=dvdVhs&amp;amp;categoryN=&amp;amp;category=dvdDocumentariosNatureza&amp;amp;product=5601887535491"&gt;Aqui&lt;/a&gt; a Fnac vende o DVD – as legendas estão em português – pela bagatela de 4,99 euros. Mas tem frete.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-2006046300112387782?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/2006046300112387782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=2006046300112387782' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/2006046300112387782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/2006046300112387782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/08/sua-casa-sob-um-novo-angulo.html' title='Sua casa sob um novo ângulo'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SpUEnqJCQqI/AAAAAAAAANA/aVEFSwenHoE/s72-c/home.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-4897780539089040738</id><published>2009-08-19T15:27:00.003-03:00</published><updated>2009-08-20T07:52:05.660-03:00</updated><title type='text'>Marina, a esperança no impossível</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima. Negra, seringueira, ambientalista, carismática, um semblante transbordante de honesta confiança naquilo que acredita. Senadora. Um dos expoentes do PT até ó último 19 de agosto. Ministra do Meio Ambiente durante muitos anos do governo Lula.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;É ela, Marina Silva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Maria Osmarina deixou o ministério no ostracismo. Permaneceu esquecida por mais de um ano e continuaria assim irremediavelmente no tempo até que, como mágica, foi descoberta pela imprensa serrista, quer dizer, paulista. Instantaneamente Marina torna-se foco de interesse pelo seu perfil em defesa da sustentabilidade. Não lhe parece estranho que do nada surja tão avassalador interesse? Porque só agora Marina é alvo de tantas homenagens, suporte que lhe faltou à época de ministra?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Enfim, Marina Silva deixou o PT. Considera um convite do PV para disputar a Presidência da República no ano que vem. A notícia seria das mais auspiciosas (para usar um termo da moda), merecedora de loas e fogos. Poderia sim ser Marina a depositária de uma verdadeira esperança de avanço nas questões climáticas e ambientais, que na minha humilde opinião é um dos temas mais relevantes da conjuntura mundial. Alçaria o Brasil à condição real de vanguarda nessa discussão, que envolve o futuro da humanidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Poderia ser. Mas dificilmente avançará além da esperança (o que, concordo, não é pouco).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Maria Osmarina tem chances mínimas de sair vitoriosa dessa disputa. Justamente pelas qualidades elencadas no começo desse texto: é negra, acreana, Silva, mulher, ambientalista. Poderíamos pensar que, como Lula, operário, nordestino e Silva, vencerá novamente a resistência da nossa cultura de que os da senzala não pisam à casa grande.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;É. Podemos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Já seria muito difícil não fosse outro impedimento. Uma verdadeira perspectiva de vitória esbarraria na qualidade que diferencia Marina Silva do Lula da Silva: sua honestidade de princípios, sua rigidez programática. Será Marina capaz, como o fez Lula durante sua primeira campanha vitoriosa, de abrir mão de seus ideais em nome de um projeto de poder?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Lembremo-nos da famosa Carta ao Povo Brasileiro, onde Lula e a ala majoritária do PT desistiu de rever as “privatizações lesa-pátria”; onde ofereceu o compromisso (cumprido) de dar ampla autonomia ao mercado, que dizer, ao Banco Central, para definir os destinos econômicos da Nação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Ou seja, seria Marina capaz de abrir mão dos princípios que pregou em suas décadas de militância? Marina seria capaz, por exemplo, de oferecer um acordo com a ala ruralista, sem a qual dificilmente um projeto da magnitude presidencial teria êxito? Acordo que certamente envolveria algum grau de agressão à Floresta Amazônica, a nova fronteira agrícola?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Parece difícil. Mas não impossível. Mas nesse cenário, enfim, o que trará Marina de diferente?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Marina, não tenho dúvida, não vai resistir ao próprio crescimento de seus números eleitorais. Nessa previsão, seus algozes serão exatamente os que hoje a estimulam. Marina é importante agora como Heloísa Helena o foi na última campanha presidencial, até certo ponto dos gráficos das pesquisas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Sei. Muitos dirão que esse é um discurso enviesado. Mas é necessário refletir, analisar, e depois concluir. Sem marcar posição, para mim está claro que quem perde com a candidatura de Marina é o projeto do PT de continuar no poder, Dilma Roussef e Lula, seu eleitor número 1, especificamente. E, por consequência, ganham a oposição, José Serra, Aécio Neves, PSDB e DEM.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;A presidenciável Marina encontra seus votos no principal filão lulista: os Silva, negros, pobres; e as mulheres, que já consideravam a possibilidade de eleger Dilma. Os votos de Serra oscilarão insignificantemente. E estarão aqui depositados os percentuais entre 10% e 20% dos votos necessários para fazer desmoronar o castelo de Lula.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-fareast-: AR-SAfont-family:'Times New Roman';font-size:130%;"  &gt;Mas que reste a lição ao presidente, vítima da própria flexibilidade programática. Marina será uma grande adversária, opositora feroz, como o são hoje os ex-companheiros Fernando Gabeira, Cristovam Buarque e Heloísa Helena (para ficar só entre senadores), exilados nas idéias do PT. Lula colhe o que plantou. No caso, tempestades amazônicas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-4897780539089040738?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/4897780539089040738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=4897780539089040738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/4897780539089040738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/4897780539089040738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/08/marina-esperanca-no-impossivel.html' title='Marina, a esperança no impossível'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-6600918517108961253</id><published>2009-08-19T09:00:00.006-03:00</published><updated>2009-08-19T09:16:55.771-03:00</updated><title type='text'>Papo de aranha</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A audiência de Iris com Lula, hoje, em Brasília, foi pedida diretamente pelo prefeito de Goiânia ao presidente ainda em Anápolis naquele fatídico 13 de agosto. Esse detalhe, que passou (quase) despercebido, foi confirmado pelo sub-chefe de Assuntos Federativos da Presidência da República, Olavo Noleto, em entrevista ao programa &lt;em&gt;Papo Político&lt;/em&gt;, na Rádio CBN, ontem pela manhã. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Ou seja. Lula não chamou Iris. Quanto mais para afagá-lo após a repercussão negativa da passagem presidencial por Goiás. Mas o próprio Olavo confirma que Lula soube do bafafá e tocará no assunto para tranquilizar o prefeito. Nada que se pareça com um pedido de desculpas, porque, "na cabeça do presidente", não houve deselegância ou desprestígio.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-6600918517108961253?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/6600918517108961253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=6600918517108961253' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/6600918517108961253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/6600918517108961253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/08/papo-de-aranha.html' title='Papo de aranha'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-562609956671005689</id><published>2009-08-18T22:03:00.005-03:00</published><updated>2009-08-19T09:51:45.313-03:00</updated><title type='text'>A culinária na era digital</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Olhaí um site legal: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.digeat.com/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#0000ff;"&gt;www.digeat.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;. É do jornalista Ênio Pinto Miranda, de Sampa. O Ênio participou do mesmo programa Comundus que dona Cristina Xavier de Almeida participa &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em Firenze. Como"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = u1 /&gt;&lt;u1:personname st="on" productid="em Firenze. Como"&gt;em Firenze. Como&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u1:personname&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; foi para lá no ano passado, deu dicas importantes para a gente e acabamos nos tornando amigos.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Digeat, explica o próprio Ênio, fala “sobre comida e cultura, comida e sociedade, comida e estilo, comida e mídia, comida e comportamento, comida e política, comida e economia, enfim, qualquer coisa desde que tenha alguma ligação com a comida. E com a bebida.” Uma abordagem muito instigante, por sinal. Passe por lá para uma degustação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-562609956671005689?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/562609956671005689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=562609956671005689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/562609956671005689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/562609956671005689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/08/culinaria-da-era-digital.html' title='A culinária na era digital'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-6661523630007526894</id><published>2009-08-18T21:47:00.006-03:00</published><updated>2009-08-19T09:40:17.897-03:00</updated><title type='text'>O Crepúsculo dos Deuses</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Assistir a Zubin Mehta dirigindo uma orquestra já seria fascinante. Regendo uma ópera, então, era glorioso. No palco, porém, o acompanhava uma das trupes teatrais mais criativas e revolucionárias da atualidade, o grupo catalão &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="La Fura Dels"&gt;La Fura Dels&lt;/st1:personname&gt; Baus. E, para completar, a obra, magistral, definitiva: Götterdämmerung, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Crepúsculo dos Deuses, de Richard Wagner, a última das quatro óperas que compõem a saga do Anel do Nibelungo, da fábula das Walkírias. &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fantástico. Eu era o homem certo no lugar certo. Quer dizer... O lugar não era lá muito bom, na penúltima fila do Teatro Comunale di Firenze, mas eu levei um binóculo para compensar. Também, por míseros 35 euros poderia ser uma cadeira de espinhos. (Na Europa todo mundo pode ir à ópera, ao teatro, aos concertos, pois há ingressos para todos os bolsos e os estudantes pagam menos mesmo, sem cotas preestabelecidas.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Crepúsculo dos Deuses foi o espetáculo mais esperado do Maggio Musicale Fiorentino de 2009, um dos festivais culturais mais importantes da Itália e que acontece desde 1933. Sem dúvida a apresentação mais instigante que já pude ver. Foram simplesmente cinco horas e meia de música, dança e teatro, com personagens voando presos a cabos invisíveis, divas cantando em piscinas de vidro e até um navio no palco. Os recursos de multimídia e as projeções de luz são impressionantes, assim como os seis monitores gigantescos auxiliando na composição do cenário. Inesquecível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Encontrei essa reportagem especial da Rai no Youtube, em três partes (e em italiano). Dê uma olhadinha. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=i-cAerF9G58&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: none; text-underline: nonecolor:windowtext;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=i-cAerF9G58&amp;amp;feature=related&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6K6SyBGXh_c&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: none; text-underline: nonecolor:windowtext;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=6K6SyBGXh_c&amp;amp;feature=related&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=V4821157Q4E"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: none; text-underline: nonecolor:windowtext;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=V4821157Q4E&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-6661523630007526894?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/6661523630007526894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=6661523630007526894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/6661523630007526894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/6661523630007526894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/08/o-crepusculo-dos-deuses.html' title='O Crepúsculo dos Deuses'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-4747694815330217452</id><published>2009-08-18T19:07:00.012-03:00</published><updated>2009-08-19T09:58:46.949-03:00</updated><title type='text'>A chacina madrileña</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SosoXFxwW_I/AAAAAAAAAMY/m7s8xxFo2Ro/s1600-h/plaza.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371431357722418162" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SosoXFxwW_I/AAAAAAAAAMY/m7s8xxFo2Ro/s400/plaza.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Plaza de Toros de Las Ventas, em Madri, lotada para as &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;apresentações &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;de 27 de maio de 2009, nas Fiestas de San Isidro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu achava que não teria estômago suficiente para ir naquele lugar. Apesar de ser programa obrigatório para um turista na Espanha, resisti muito, confesso. Até torci para não conseguir os ingressos. Mas, depois de cortar meia Calle de Alcalá numa caminhada de duas horas sob um sol inclemente, lá estava, escondida entre magníficos edifícios, a livraria onde eu encontraria as entradas para a mítica Plaza de Toros de Las Ventas, em Madri, capital espanhola. Na verdade, uma conjunção de fatores conspirou para que eu presenciasse um espetáculo perigoso, degradante e inesquecível na tarde daquela terça-feira. Primeiro, porque não acontecem eventos desse tipo às terças-feiras. Exceção feita a maio, mês das Fiestas de San Isidro, quando são realizadas touradas diariamente. Pensei muito antes de ir àquele lugar de crueldade. Mas fui em consideração ao meu sogro, o Professor Xan, um aficcionado por touradas que não perdeu uma durante os meses em que esteve em Madri à época do seu PhD, na década de 80. Pois não é que o próprio Xan se surpreenderia com as emoções reservadas àquela tarde!&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;O programa anunciava Los Novillos de... De... Sei lá quem, Dom Pompelmo, algo assim, esqueci o nome do “cafetão”. Enfim, os novillos referiam-se aos jovens animais, mas cheguei a pensar que fossem os toureiros de pouca idade que iriam se apresentariam naquele dia. Rapazes na casa dos 18 anos. Três, e cada um deveria assassinar dois animais. Uma carnificina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Do que vi, compreendi que uma tourada não é aquela coisa de Davi contra Golias, ou seja, um homem de 80 quilos contra uma besta de 600, como gostariam de fazer crer os defensores dessa tradição. &lt;a href="http://casademanolete.blogspot.com/2009/02/tourada-os-seus-rituais.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt; nesse blog tem uma explicação detalhada do ritual da tourada&lt;/span&gt;. Não é bem assim. Consiste em irritar, sacanear, humilhar e depois assassinar um touro com uma espada de maneira desigual. Na arena, a sacanagem contra o touro deve demorar, mas a morte, especificamente, deverá acontecer o mais rápido possível, porque a platéia, compadecida do sofrimento do animal (quanta hipocrisia), deseja uma morte veloz. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Começa assim: ainda nos subterrâneos da arena, mete-se um agulhão na região onde o nosso zebu tem o cupim (veja bem que taurinos europeus não possuem o cupim pronunciado). Fica um lacinho para fora do espeto, esvoaçante. Abre-se a porta e o animal entra correndo, já está enfurecido por conta daquele furo. Na arena, alguns aprendizes de toureiro, com capas cor-de-rosa (vermelha só a do figurão principal), ficam lá enchendo o saco, aparecendo e se escondendo a cada corrida do animal. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Quando ele já está arfante, língua de fora, aparecem os picadores. É por eles perpetrada a crueldade principal. Vêm montados em um cavalo-blindado (e vendado, para não ver o que tem de enfrentar). Os picadores empunham uma lança de dois metros em cuja ponta fica uma pinça afiada de dois por três centímetros. O touro é estumado a investir contra o cavalo para que, de cima, o picador perfure ferozmente a região logo acima do pescoço do animal. Na tourada, esse procedimento representa igualar as condições entre touro e toureiro. O animal sangra copiosamente pelo corte. Na tarde de San Isidro, para espanto do Professor Xan, que nunca tinha visto coisa semelhante, um touro derrubou um dos cavalos com picador e tudo. Foi necessária a intervenção dos responsáveis pelas distrações para que equino e picador se recuperassem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;Após o picador, aparece &lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;uma figura, o banderillero, armada com apenas dois espetos emplumados. Esse sim vai encarar o touro de frente. Ele atrai a atenção do animal sobre si, e, quando o touro dispara no seu rumo, este sai correndo em diagonal, se encontra com a fera no meio do caminho e finca as banderillas logo atrás do pescoço, onde há terminações nervosas. Naquela terça-feira de San Isidro, logo na primeira sessão, um desses banderilleros calculou mal sua corrida e teve de desviar no meio do caminho, a besta no seu encalço. Sério. O cidadão, naquele momento, faria Usaim Bolt comer poeira. Disparou em diração à amurada que separa arena dos espectadores, boi no encalço, e num impulso jogou-se sobre a platéia. Salto em altura para Sotomayor nenhum botar defeito. O público foi ao delírio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Mas aquela seria apenas só mais uma das emoções do dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="left"&gt; &lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371433091238191122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sosp7_oH4BI/AAAAAAAAAMg/AIaTu5sqH4o/s400/bandera.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Acima um banderillero no ato, homem que encara o touro sem capa nem espada. Abaixo, um picador, que sangra o animal para deixá-lo em "igualdade de condições" com o toureiro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 301px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371433098221664994" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sosp8ZpHOuI/AAAAAAAAAMo/KUFQEucNjM8/s400/picador.jpg" /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Bem. Da tarde daquela terça-feira, ainda lembro-me dos nomes de dois toureiros: um era o Lechuga, porque quer dizer alface em espanhol (e porque um espanhol não parava de dizer “mui mal, Lechuga, mui maaaal”) e o outro era Juan Carlos (nombre de rey, alertou-me o mesmo espanhol), rapaz metido a gostosão. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Pois é. Esse monarca era todo cheio de pose, encarava o touro, todo-todo, curvava-se para traz sobre a coluna, com a mão direita acima da bacia, e postava-se perigosa e corajosamente entre o touro e sua capa vermelha. Abusou muito da sorte até que o bovino encaixou-lhe o chifre esquerdo entre as pernas. OOOOOHHHHH, bradou em uníssono a Plaza de Toros. O colosso negro deu um giro com a cabeça que fez o rapaz dar uma pirueta no ar... Juan Carlos subiu uns dois metros, braços e pernas balançando como num boneco de pano. Hoje, ao recordar, a cena se passa na minha cabeça em câmera superlenta, algo meio Matrix: o cara subindo, rodando, balançando os braços como mamulengo e descendo ao solo. Foram centésimos de segundos chocantes. Juan Carlos se estabacou no chão e por sorte, ainda no ar, soltou a capa, o que desviou a atenção do animal. Os assistentes correram a desviar o touro... O mais impressionante foi ver o jovem se levantar da areia da arena num pulo e correr para a segurança da barreira de ajudantes. Sujeito sortudo. O que poderia representar uma castração ficou apenas em um rasgo na calça, aquelas bem ridículas de malha cor-de-rosa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Alguns minutos depois, já recuperado, Juan Carlos voltou decidido a vingar-se do algoz. Não o fez na primeira estocada com sua espada (o bom toureiro não deixa o touro sofrer e o mata instantaneamante). Foi preciso que assistentes retirassem a arma e lhe servissem outra, para o golpe final e mortal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371435061434332098" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SosrurLfM8I/AAAAAAAAAMw/SoKuLka5lfM/s400/rey1.jpg" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Olhaí o jovem toureiro Juan Carlos, dando as costas para a fera e, abaixo, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;preparando-se para o malfadado "golpe mortal"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371435068493056210" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SosrvFeayNI/AAAAAAAAAM4/qrMYKvfWmC4/s400/rey2.jpg" /&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;O afã de matar o touro rapidamente, por exigência da platéia, foi a razão das chifradas que levaria o terceiro toureiro da tarde (aquele do qual não me lembro o nome). Rapaz corajoso, aquele. Espada em riste, se lançou sobre o animal duas vezes até que a espada penetrasse o coração do bicho. Na primeira, foi golpeado tão violentamente que duvidou-se que voltaria. Retornou dez minutos depois para levar outra cabeçada. Mas desta vez enterrou fundo a espada, para delírio da espanholada. Matou o touro e saiu carregado, para voltar depois convalescente e receber as saudações com rosas ao fim do espetáculo. Resultado daquela tourada: um banderillero velocista-saltador, um picador no chão com seu cavalo, dois jovens toureiros no hospital e seis novilhos mortos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A carne deles abasteceria aos churrascos nas instituições de caridade de Madri (sem cupim).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Nos vídeos abaixo, trechos da tourada de 27 de maio de 2009 na Plaza de Toros de Las Ventas, em Madri: o baile e a execução&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-57516ac4f1f06196" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v16.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D57516ac4f1f06196%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331317201%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D62626A6DECE23465015EBD7610F736B44622B42.341384ED77F321ED97FAAE7FDD45D955142E91B9%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D57516ac4f1f06196%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D75MgoWUg5ZbLEc6YI2QLi0EY37A&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" 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rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SosoXFxwW_I/AAAAAAAAAMY/m7s8xxFo2Ro/s72-c/plaza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-5618838500981816983</id><published>2009-08-18T14:05:00.002-03:00</published><updated>2009-08-18T14:10:05.206-03:00</updated><title type='text'>A primeira pesquisa</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;O que dizer da pesquisa &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Fortiori/Tribuna do Planalto/Rádio 730&lt;/i&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Bom...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Algumas questões me ocorrem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Porque fazer a pesquisa só em Goiânia?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Não fica parecendo delivery?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;E algumas conclusões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Os números (considerando o espectro restrito à Capital) não surpreendem. Iris faz uma boa gestão, é inegável, e é natural que o goianiense reconheça isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Surpreendente é perceber que, apesar de fazer uma boa gestão, o goianiense não tenha interesse em que o prefeito continue no cargo! (A pesquisa devia ter perguntado ao eleitor se ele sabe quem é o vice-prefeito de Goiânia.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Complicado o goianiense, né não? A maioria não vê problema na saída de Iris para disputar o cargo de governador. Tubo bem. Mas porque a percepção quanto a Iris não se repete para outros candidatos, como dois pesos e duas medidas? Pois a pesquisa mostra que se Iris pode sair numa boa, o mesmo não ocorre com o senador Marconi Perillo e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, outros nomes na disputa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SAfont-family:'Times New Roman';font-size:130%;"  &gt;Intrigante, não? Alguém se habilita a explicar?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-5618838500981816983?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/5618838500981816983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=5618838500981816983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/5618838500981816983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/5618838500981816983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/08/primeira-pesquisa.html' title='A primeira pesquisa'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-2107058896273367475</id><published>2009-08-17T19:21:00.003-03:00</published><updated>2009-08-18T07:25:17.595-03:00</updated><title type='text'>Coisas do demo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Ronaldo Caiado, líder do DEM na Câmara dos Deputados, insistiu hoje no Jornal do Meio Dia (SBT) que está candidato a governador de Goiás pelo seu partido e que busca o apoio PP, ou seja, do Palácio das Esmeraldas, de Alcides Rodrigues. Caiado, contudo, elogia (comedidamente) o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, auxiliar de Lula, o presidente sistematicamente espancado pelo DEM em Brasília.&lt;br /&gt;Mas Mairelles pode ser a opção de Caiado caso não convença Alcides e o PP de que seu nome tem pegada. A questão do apoio do DEM local a um auxiliar de Lula, que parea nós goianos não parece nada complexo, é um escândalo para imprensa nacional. No &lt;a href="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/"&gt;Blog do Josias de Souza&lt;/a&gt;, o tema é destrinchado. O jornalista até que se mostrou relativamente bem informado sobre as particularidades políticas aqui da terrinha. &lt;a href="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2009-08-16_2009-08-22.html#2009_08-16_18_23_10-10045644-0"&gt;Leia aqui&lt;/a&gt; (está no fim de página). E não deixe de dar uma olhada nos comentários, divertidísssimos, onde constata-se que, se os paulistas votassem para eleger o governador de Goiás, Meirelles já estaria eleito. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-2107058896273367475?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/2107058896273367475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=2107058896273367475' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/2107058896273367475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/2107058896273367475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/08/coisas-do-demo.html' title='Coisas do demo'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-2653529404523630521</id><published>2009-08-17T19:05:00.003-03:00</published><updated>2009-08-17T19:07:08.498-03:00</updated><title type='text'>Respeitável público: “Companheiro Meirelles”</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A disputa pelo governo de Goiás do ano que vem pode acontecer em dois extremos: emoção total ou rigoroso tédio. Pelos acontecimentos da semana passada (a visita de Lula, diga-se), por enquanto as coisas se encaminham para a primeira opção. Basta observar a confusão que os intensos e recorrentes afagos presidenciais ao companheiro Meirelles (o goiano e “anapolense” Henrique Meirelles, presidente do Banco Central) causaram por aqui.&lt;br /&gt;O fator Meirelles, mesmo sem a chancela do Planalto (e mais com ela), é sem dúvida o elemento principal do vaudeville eleitoral até o momento. Meirelles é a surpresa, a novidade, o diferente, o inesperado, e isso estimula toda a diversidade de reações que foram vistas no nosso mundinho político.&lt;br /&gt;É.&lt;br /&gt;Mas, agora, convenhamos... Não há nada de espantoso no fato de Lula desagradar aos helênicos. Porque Lula deveria afagar Iris, quando tem a oportunidade (ou seria o dever?) de apoiar um auxiliar direto? Isso sim seria uma deselegância. Porque Lula deveria acompanhar os desejos do PT goiano? Não porque o PT faz parte do governo de Iris na Prefeitura de Goiânia, porque o fez quase mortalmente dividido. O PT considerou àquele momento o desejo de Lula?&lt;br /&gt;Lembremo-nos que os dois deputados federais que estavam no palanque com Lula e Meirelles (e Iris), Rubens Otoni e Pedro Wilson, foram votos vencidos à época da decisão do PT de apoiar a reeleição do prefeito. Dos grupos que hoje controlam o PT, a maioria estão por Meirelles; o de Pedro, amigo de infância; o grupo delubiano... Só Otoni, aparentemente, poderia opor alguma resistência pelo fato de que, numa chapa majoritária com Meirelles à frente, outro “anapolense” dificilmente teria lugar.&lt;br /&gt;E mais: porque deveria Lula afagar Iris, que, com excessão da mulher, não tem qualquer influência sobre a bancada do PMDB goiano na Câmara dos Deputados?&lt;br /&gt;E mais ainda: filiando-se ao PP, Meirelles sepulta definitivamente qualquer resquício de possibilidade de o PP do govenador Alcides Rodrigues apoiar as postulações de Iris. E sem PT e PP, o que fará Iris? Enfrentará, com a cara e a coragem, uma disputa contra o ex-governador Marconi Perillo e contra um Meirelles escorado nos governos estadual e federal? Parece pouco inteligente.&lt;br /&gt;O que fará o PMDB (quer dizer, Iris)? Lançará Adib Elias? Porque certamente Maguito Vilela não abrirá mão da Prefeitura de Aparecida de Goiânia para embarcar numa aventura que sequer o próprio Iris desejaria. Não, Adib na disputa seria revanchismo, infantilidade.&lt;br /&gt;Restará a Iris, por fim, apoiar Meirelles, abrindo espaço para que sua mulher, Dona Iris, possa competir numa chapa ao Senado (isso pode ser o fator mais importante nas decisões do PMDB, inclusive reaproximando de Iris os atuais deputados federais).Enfim, o apoio de Iris a Meirelles é tudo que outros povos mediterrânicos (do PSDB, para ser claro) mais temem, e por isso foram também desagradados. Iris, num chapão das oposições, seria, como dizem, “uma baba” (ops), “mamão com açúcar”, “inhambu na capanga”, W.O. para Marconi. Aquilo que já disse lá em cima: tédio total. Iris e Marconi já se enfrentaram, e o povo já escolheu. Porque o eleitor mudaria de idéia tão radicalmente?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-2653529404523630521?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/2653529404523630521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=2653529404523630521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/2653529404523630521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/2653529404523630521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/08/respeitavel-publico-companheiro.html' title='Respeitável público: “Companheiro Meirelles”'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-6562263462073320828</id><published>2009-07-27T19:11:00.012-03:00</published><updated>2009-08-18T16:40:19.750-03:00</updated><title type='text'>República Checa - A Europa que cabe no seu bolso</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;A República Checa oferece atrações de tirar o fôlego. Castelos, monumentos, cidade medievais, história, cervejarias e, o que importa muito em tempos de crise, preços baixos. Oficialmente aceito na União Européia, o país ainda não adotou o euro. E o resultado é uma moeda desvalorizada em relação ao real, cuja conta é feita na base de 1 para 10, ou seja, 1 real, 10 coroas checas; sem contar que o custo de vida é muito baixo em relação às demais nações da Europa Ocidental. Para se ter uma idéia, uma cerveja, de meio litro (não qualquer cerveja, pois deve-se considerar que os checos fazem as melhores e mais premiadas do mundo) custa a bagatela de 3 reais. Um belo almoço ou jantar não custa mais de R$ 20 e, na hospedagem, encontra-se excelentes e muito bem localizados hotéis de 4 estrelas por R$ &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:metricconverter productid="150 a" st="on"&gt;150 a&lt;/st1:metricconverter&gt; diária do casal. Na alta estação! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Os preços baixos, veja bem, não significam necessariamente serviços ruins. Se por um lado o inglês deixa a desejar, a descontração e a boa vontade dos checos em receber bem compensa em muito tal deficiência. O governo está investindo pesado no turismo, oferecendo infra-estrutura e atrações culturais. E se você gosta de música clássica ou de jazz de muito boa qualidade, estará no lugar certo. Portanto, é bom aproveitar rápido, porque logo, logo a República Checa estará ao nível (inclusive de preços) dos demais destinos europeus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;A Capital&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Praga em nada deve às grandes capitais da Europa em termos de transporte público, comida, serviços, diversidade cultural e religiosa, mercados, praças, arquitetura e história. Há quem a considere (minha cunhada) mais bela que Paris ou mais agitada que Berlim ou Madri. É verdadeiramente uma cidade encantadora, com edifícios de fachadas impressionantes em toda a extensão das avenidas e monumentos muito bem-cuidados. Há ainda a intrigante Cidade Velha (Staré Mésto); igrejas magnificamente decoradas; museus importantes e um castelo majestoso, de beleza hipnotizante, dominando a paisagem do outro lado do rio Vltava. Na lindíssima Charles Bridge (Ponte Carlos), com suas estátuas escurecidas, artistas de rua fazem performances inspiradas. À noite, óperas, teatros e casas noturnas oferecem uma produção musical e cênica entre as mais importantes da Europa (a música clássica é particularmente muito apreciada na cidade) e os melhores DJs da cena européia são importados para sacudir as boates.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363270122781905634" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sm4pwsbhkuI/AAAAAAAAAJs/GVeSm4mnnec/s400/DSC07045.JPG" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Ponte Carlos, vista através do insulfilme das microjanelas do Museu Kafka, em Praga; ainda na capital checa, o Castelo de Praga ao crepúsculo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365853019772542882" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SndW5Fh_36I/AAAAAAAAAKE/esM-xiHd8A0/s400/prags.jpg" /&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Ah! Em Praga, é necessário ir às compras. São inúmeras avenidas comerciais oferecendo de simples bugigangas locais às mais chiques grifes internacionais. Os preços são simplesmente irresistíveis. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Interior básico na República Checa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Pilsen -&lt;/b&gt; O nome já diz tudo. Uma visita à mais importante cervejaria da República Checa, com degustação e acompanhamento de todo o processo de produção, é imperdível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Kutna Ora -&lt;/b&gt; Cidade medieval com o mais impressionante castelo da Europa Central, a apenas alguns minutos de trem de Praga.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Cesky Krumlov -&lt;/b&gt; Uma viajem no tempo. Cidadezinha ao sul, quase na fronteira da Áustria, com fascinante casario medieval, pequenas ruas só para pedestres e um castelo espetacular, com um jardim de sonhos e ursos de verdade no fosso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363277565804719026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sm4wh72cq7I/AAAAAAAAAJ0/EnB967GZlp8/s400/DSC07170.JPG" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Vista de Cesky Krumlov acima e,abaixo, urso no fosso do castelo da cidade&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363280125848814242" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sm4y28whgqI/AAAAAAAAAJ8/6g7zcGxYPO4/s400/DSC07202.JPG" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-6562263462073320828?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/6562263462073320828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=6562263462073320828' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/6562263462073320828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/6562263462073320828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/07/republica-checa-europa-que-cabe-no-seu.html' title='República Checa - A Europa que cabe no seu bolso'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sm4pwsbhkuI/AAAAAAAAAJs/GVeSm4mnnec/s72-c/DSC07045.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-1110069111847837010</id><published>2009-07-27T16:34:00.003-03:00</published><updated>2009-07-27T16:40:25.313-03:00</updated><title type='text'>Genealogia musicale</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:13;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:13;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Da série Italian posts&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aveva a quel tempo 15 anni. Lo spettacolo era previsto da molti mesi nella mia città. Tutti i miei amici ansiosi, irrequieti, ad aspettare. Ed io, niente. A me non sembrava importante quel gruppo di un rock senza sale, senza colore, con musiche di testi triviali, banali, fatto di giovani studenti di ingegneria e con un nome bizzarro: Ingegneri delle Hawai. L’unica musica che potrebbe essere sentita era una copia di uno successo degli anni 60 che, per me, era stata prodotta per il gruppo Os Incríveis (Gli Incredibili). Ma no, mi ero ingannato. Ironicamente, era la copia di una copia di una canzone italiana (ho scoperto questo adesso), C'era un ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones, di Gianni Morandi, del’anno 1966. C’è una versione attuale nel sito Youtube: &lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1B_ibsx0cn4&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: none; text-underline: nonecolor:#999999;" &gt;http://www.youtube.com/watch?v=1B_ibsx0cn4&amp;amp;feature=related&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;. Guarda che Gianni (un’altra ironia) canta acompagnato dal berimbau, strumento associato alla musica brasiliana, ma che, davvero, ha origine in Africa.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Allora, una settimana prima della benedetta presentazione degli ingegneri, lei fa a me quella terribile domanda: “Vai anche tu allo spetacolo?” E dopo mi trovavo io completamente disperato, cercando un biglietto a qualunque prezzo. Lei era la ragazza più bella della scuola, nonostante il suo 1,44 metro. C’era sempre una coda di ragazzi dietro lei (anch’io). Infine, sono riuscito trovare il biglietto. (E anche conquistato la ragazza... Un romanzo violento però fugace, poichè abbiamo scoperto dopo numerosi contrasti tra noi, non solo sulla musica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quindi. Questo è un racconto che mi è arrivato alla testa quando penso che la musica può stimolare comportamenti, rapporti sociali, unire fazioni di giovani. Ecco, una esperienza particolare. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A quel tempo nella mia città c’erano alcune tribù gionanili, molto diverse tra loro: quelle del hard rock (heavy metal), i grungies, i agroboys e quelli a cui piaceva il così detto rock nazionale. Tuttora non essendo particolarmente un’appassionato per questo ultimo genere musicale, ero abitualmente insieme a quel gruppo per non restare completamente isolato. All'epoca volevo sentire la musica classica per colpa di uno professore tedesco, Edwald August von Waldow, que chiudeva a chiave circa 200 adolescenti nel teatro della scuola per ascoltare le esecuzioni integrali del Bolero, de Maurice Ravel, di Carmina Burana, de Carl Orff, delle Quattro Stagioni, de Vivaldi, tra altre. Una musica erudita, possiamo dire, “più popolare”, ma che per 199 studenti 15enni era davvero un tormento, tedio totale; per me, però, era fantastico, una scoperta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ma chi erano questi miei compagni di ascolto (molti dei ancora oggi sono miei amici) ai quali ero unito per non rimanere isolato? Giovani figli della classe operaia che sono riusciti a vincere un’esame troppo difficile (uno posto per ogni 50 candidati) per entrare nella Scuola Tecnica Federale del Brasile, la migliore scuola publica della città (nel Brasile le boune scuole sono private e il costo è proibitivo per un’operaio). Erano giovani bravi, differenziati, comunque con una formazione culturale di base operaia, voglio dire: nell’aspetto musicale, avevano ereditato le tradizioni dei loro genitori. Gli operai della mia città (una città con 75 anni), nella maggiore parte, sono immigrati del nord-est, la regione più povera del Brasile, con un solido bagaglio culturale, e con una forte tradizione musicale. Sono ritmi come il forró, baião, xaxado, per ballare uomo e donna. L’atto più coraggioso di contestazione di questa generazione verso i loro genitori era stato cambiare il dial della radio dello AM per il FM. Infine, sono giovani che ascoltavano la musica del nord-est brasiliano e il pop music, nazionale e internazionale, presentate nelle radio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;La musica classica era troppo per loro. Io? Si, certamente figlio di operai, però immigrati del sud, da San Paolo, e prima dell’Italia, del nord e del sud. Mia madre ha contribuito a formare una parte del mio gusto musicale. Lei, professoressa di portoghese, aveva seguito una buona università negli anni 70, A quel tempo il luogo dove veniva ascoltato il meglio della MPB (Musica Popular Brasileira – che non è pop) e della Bossa Nova prodotte nel Brasile. Gli anni 70 sono stati l’epoca d´oro della musica brasiliana. Sono cresciuto ascoltando questi suoni, molti elaborati nella orchestrazione, nel testo poetico e nel subtesto di forte contestazione politica alla dittatura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;È arrivato il giorno che sono stato a cercare la mia “squadra musicale”. Sono&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;andato a cantare nel coro della scuola. Però, quello era un luogo per i professionisti, persone interessate a seguire il mestiere di cantante lirico. Non era questo che volevo. Cioè, non’era la mia tribù. Sono così diventato un senza-gruppo -- nel senso musicale --, condividendo gusti con persone diverse ma, nella maggiore parte del tempo, ascoltando musiche da solo, a casa mia, nella macchina (di solito neanche la moglie comparte con un’orecchio così eclettico). Il &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;piacere nell’ascolto della musica classica in Brasile è considerato elitario. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Attraverso gli anni, insieme all’amore per la musica classica, ho avuto contatto con diversi altri stili musicali. Sono stati passioni temporanee, però intense – c’è un vantaggio nella passione per la musica poichè una non prescinde l’altra. Tutto è stato messo insieme per formare una grande e diversa discografia personale. Il rock e il rock progressivo sono arrivati insieme alle droghe (allora, leggeri e bisestili, marijuana e tè di un fungo speciale che nasce insieme al sole nella merda di bue dopo una notte di pioggia – è vero!). &lt;span style="mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;Alcuni esempi: Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Doors; Peter Gabriel senza Genesis, con preferenza speciale per quelle musiche fatte per il film The last Temptation of Christ (Martin Scorsese); Rick Wakeman, con &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT" lang="PT"&gt;&lt;a title="Journey To The Centre Of The Earth" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Journey_To_The_Centre_Of_The_Earth"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: none; mso-ansi-language: EN-US; text-underline: nonecolor:windowtext;" lang="EN-US" &gt;Journey To The Centre Of The Earth&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;. &lt;/span&gt;Pink Floyd, particolarmente nella fase Roger Waters, ha lasciato una macchia indelebile, un capitolo speciale con l’acquisto di tutta la discografia della banda. Anche progressivi brasiliani, come Mutantes e Secos &amp;amp; Molhados. L’insieme di ritmi del Led Zeppelin sono arrivati poco dopo. I Rolling Stones non mi piacevano e non sono propriamente un amante dei Beattles (confesso che non conosco altro che i classici del gruppo britannico).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Musiche diverse hanno sempre attirato la mia attenzione. La fusione jazz-rock-clássico di Frank Zappa é un esempio. Lo stile performatico, postmoderno di Laurie Anderson (oggi sposata con Lou Reed) e di Bob McFerrin, altro. Anche l’erudito minimalista di Steve Reich. Qualche anno fa ho conosciuto George Gershwin, il quale mi ha fatto apprezzare ancora di più il jazz. &lt;span style="mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;Duke Ellington, Dave Brubeck, John Coltrane e Miles Davis sono i miei preferiti, anche l’interpreti come Nina Simone, Ella Fitzgerald e Billie Holliday. &lt;/span&gt;L’anno scorso ho aggiunto allo scaffale jazzistico Herbie Hancock.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;I nuovi suoni brasiliani sono molte gradevoli. Il movimento Mangue Beach diventa una innovazione che unisce il rock e il maracatu (tipico ritmo del nord del Brasile). Il movimento ha influenzato altri musicisti, però ha perso &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;forza &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;dopo la tragica morte del creatore, Chico Science. Il Movimento Armorial, &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;affiorato anche nel nord-est brasiliano, è particolarmente interessante, dunque studia e restaura le antiche tradizioni musicali delle popolazioni di questa regione. I ricercatori hanno scoperto elementi della musicalità araba nel cuore cristiano del Brasile, testamento della colonizzazione iberica del cinquecento, quando quelle che erano considerati fuorilegge (spesso i mussulmani dopo la riconquista cattolica della Penisola Iberica) erano mandati in esilio in Brasile.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Tra i classici oggi ascolto spesso Bach, Mozart, Beethoven, Stravinsky e Rachmaninoff. Ho un interesse crescente per la musica barocca, in particolare quella italiana del settecento e dell’ottocento. Ho ancora una entusiatica curiosità per le opere di Wagner, Mozart, Puccini e Verdi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:#cc0000;"  &gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Os textos em italiano referem-se a trabalhos realizados em virtude do curso de Comunicazione Strategica da Università degli Studi di Firenze.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:13;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-1110069111847837010?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/1110069111847837010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=1110069111847837010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/1110069111847837010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/1110069111847837010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/07/genealogia-musicale.html' title='Genealogia musicale'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-3233064512177823254</id><published>2009-07-27T16:27:00.006-03:00</published><updated>2009-07-27T16:39:45.918-03:00</updated><title type='text'>La popular music in Italia</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Da série Italian posts&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Un concetto elastico, se così potessemmo concettualizzare. Considerando le varie definizioni, la musica popolare può essere un po 'di tutto, quando si tratta di genere: dal rock che piace ai giovani sino alla musica classica di grande portata di Andrea Bocceli e dei Tre Tenori. La popular music può essere ancora quella dell concetto anglosassone, che “fa riferimento ad un ambito diverso, e cioè a tutta quella musica con finalità commerciali che si presta ad un consumo di massa”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;. Tale affermazione, tuttavia, è fragile, perchè è contraria al fatto che alla fine, tutta la musica viene prodotta per la vendita e per raggiungere il maggior numero possibile di ascoltatori. Infinne, “dare una definizione di popular music è molto difficile visto che il termine popular può essere interpretato in vari modi: esso ha a che fare con il popolo anche se definire qualcosa con il termine popular può trasmettere un senso di qualità inferiore, il che non corrisponde a realtà&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;.” Middleton, tuttavia, può aver dato la migliore definizione: “La popular music può essere inquadrata solo come fenomeno in continuo movimento&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Prima di raggiungere all'obiettivo di questo lavoro, che esamina l'influenza della produzione e del consumo di popular music in un certo periodo della storia italiana, è necessario, anche se brevemente, fare alcune osservazioni sulla musica come fenomeno comunicativo. Infine, la musica come fenomeno comunicativo può essere solo un po' più comprensibile se si considera che la definizione di comunicazione di massa, come azione di unica via, che ritiene all'audizione una homogeneità e una passività, è già superata. Insomma, dobbiamo prendere in considerazione l'ambiente, i valori e gli aspetti culturali dell’udienza, e reputare alla comunicazione la condizione di strada di doppio senso. Vale a dire: “Si tratta di un processo soggettivo, critico e creativo, durante il quale l’individuo seleziona, interpreta ed assimila i contenuti che derivano dai media, i quali, entrando a far parte dell’esperienza, plasmano continuamente l’identità&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;L'anno, 1968. Pieno di vigore giovanile per cambiamenti, per prendere il potere non solo in Italia ma in tutta Europa e in altri paesi del mondo. Erano giovani che avevano in campo musicale il suo grido di indipendenza dai valori parentale. In questo fausto anno, a San Remo, a dispetto di tanti cantautori con messaggi politici in suoi brani su il potere giovane, il vincitore è: un brasiliano. Roberto Carlos, que cantò insieme a Sergio Endrigo la &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Canzoni Per Te&lt;/i&gt;. Magari non sia importante che un brasiliano sia stato il vencitori. È, però, importante sapere chi era questo cantante e e che cosa cantava. Prima, devo dire che a quell’anno sua musica era romantica e che lui, fino ad allora un “ribelli ma non troppo”, già cominciava a segnare questa nuova direzione alla sua carriera. E, dopo, dire che Roberto Carlos era odiato dalla sinistra rivoluzionaria brasiliana. Era considerato un alienato, perchè i loro brani mai collaborarono con lo sforzo, spesso suicida, da parte di tanti giovani per il ritorno della democrazia Brasile dopo il colpo militare di 1964. Il trionfo di Roberto Carlos in Italia, senza dubbio, fu la gloria per i generali. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A quest’anno, 1968, nel tradizionale Festival Internazionale della Canzone, in Brasile, Roberto Carlos nemmeno fu alla finalissima. Vinsero due geni della musica brasiliana, Chico Buarque e Tom Jobim. Il brano, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Sabiá&lt;/i&gt;, malinconico e romantico, insieme alla bela orchestrazione aveva un texto pieno di messaggi contro la dittatura. L'allusione era chiara ai forzati esili del paese degli artisti e degli oppositori politici dei militari. Parlava anche del sogno di libertà. Al secondo posto arrivò &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Pra não dizer que não Falei das Flores&lt;/i&gt;, da Geraldo Vandrè, che ben presto divenne l'inno dei giovani contro l'oppressione. Il militare vietarono l'esecuzione pubblica di questa musica per 11 anni. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ma, come Roberto Carlos e Sergio Endrigo riceverono l'approvazione del pubblico italiano, prima di un'atmosfera esplosiva in Italia, con i giovani sulla strada di fronte alla polizia? Giovani che furono rimproverati dai intellettuali trasgressori come Pier Paolo Pasolini? Perché Adriano Celentano, che l'anno precedente c’era fatto un complimento ai Beat, rimase al terzo posto nel 1968 con un brano romantico? É certo che, nella sua presentazione al festival, lui cantò visibilmente imbarazzati, sparsi sul palco, mostrando la sua posizione scomoda. Sarebbe il San Remo da quel’anno la prova di un peggioramento del conflitto di generazioni, con gli anziani inviando un messaggio di che i giovani avevano superato i limiti? Oppure, forse, Carlos e Endrigo non personalizzavano la propria crisi esistenziale giovanile del 1968, il confronto tra tradizionalismo e cappeloni con il loro “anticonformismo di facciata”, como aveva accusato Renzo Arbore? E per quanto riguarda ai cantautori, che erano già abastanza ascoltati appunto di far parte degli interessi della industria della musica con le sue canzoni piene di messaggi politici e anche con un profilo distintivo della musica leggera?&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;“Da aggiungere inoltre che l’edizione 1967 fu vinta da due cantanti ‘tradizionalisti’ di valore, Claudio Villa e Iva Zanicchi con &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Non pensare a me&lt;/i&gt; che ebbero la meglio sui ‘contestatori’ capeggiati dai cantanti beat. Infatti al terzo posto si classificarono I Giganti e i Bachelors con &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Proposta&lt;/i&gt; le cui prime parole recitavano: ‘mettete dei fiori nei vostri cannoni...’, un inno alla pace che manifestava una vera e propria frattura generazionale e artistica, la quale sarebbe stata ancora più evidente negli anni successivi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;”. Cosa acadde ai ribelli nel 68?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Mettiamo un'altra possibilità: la vincita di Carlos, il primo stranieri a riuscire questo posto a San Remo, potrebbe significare una apertura ritardata, in virtù delle interferenze dei giovani, dell'ultimo bastione di resistenza contro i cantanti stranieri in Italia. &lt;span style="mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;Dobbiamo considerare che nel 1965 I programmi &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Bandiera Gialla&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Per Voi Giovanni&lt;/i&gt; cominciarono a mettere in onda brani stranieri di artisti come “James Brown, Aretha Franklin, Wilson Pickett, Otis Redding. E, ovviamente Beatles, Rolling Stones, Yardbirds...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;Os textos em italiano referem-se a trabalhos realizados em virtude do curso de Comunicazione Strategica da Università degli Studi di Firenze.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-3233064512177823254?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/3233064512177823254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=3233064512177823254' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/3233064512177823254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/3233064512177823254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/07/la-popular-music-in-italia.html' title='La popular music in Italia'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-7714808959695771421</id><published>2009-07-26T12:12:00.010-03:00</published><updated>2009-08-03T19:53:40.123-03:00</updated><title type='text'>Mar e montanha na terra da lazanha</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SndiLJ-Wx9I/AAAAAAAAAKc/S9lhjs8QLeo/s1600-h/DSC05948.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365865424830777298" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SndiLJ-Wx9I/AAAAAAAAAKc/S9lhjs8QLeo/s400/DSC05948.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Riomaggiore, a primeira das Cinque Terre ao sul da Liguria, na Itália, vista a partir da Via dell'Amore, passarela pregada nos penhascos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Se o seu negócio é praia, esqueça. Aliás, fique no Brasil mesmo, onde estão as melhores do mundo. Agora, se sua intenção e encontrar aquelas entre as paisagens mais encantadores da Europa, diferente da agitação das metrópoles, vai precisar conhecer a Riviera Italiana, a terra onde a montanha encontra o mar. O ponto alto da visita são as Cinque Terre (Monterosso, Corniglia, Manarola, Riomaggiore e Vernazza), vilarejos pregados nas rochas verticais que mergulham para profundezas abissais na província da Liguria, na costa ocidental da Itália. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;A paisagem é de filme, romance, ideal para aquela viagem a dois. E também para quem gosta de caminhadas. As cinco cidadezinhas ficam na área do Parco Nazionale Maritimo, que a partir de abril abre seus sentieri (trilhas) para os aficcionados do trekking. Há percursos com todos os graus de dificuldade, com até cinco horas de subidas e descidas, ligando uma vila à outra. Tá com preguiça? Faça a bucólica, bela e romântica caminhada pela Via dell’Amore, entre Riomaggiore e Manarola. Não mais de meia hora com grau de dificuldade 1.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;As Cinque Terre posseum ligação rodoviária, mas é preciso sangue frio para dirigir nas estreitas rodovias que serperteiam entre penhascos, além de ser um problema estacionar nos vilarejos. A melhor opção mesmo é ir de trem (um belo passeio, aliás), a partir de Gênova ou de La Spezia, duas cidades nos estremos norte e sul da Ligúria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365867251966381058" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sndj1glbjAI/AAAAAAAAAKk/IE-k6Yak5TY/s400/cinque2.jpg" /&gt; &lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estação ferroviária de Manarola. Toda a linha férrea entre as Cinque Terre corre entre túneis, escavados na rocha maciça&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Mas a Riviera Italiana guarda outras maravilhas além das Cinque.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Partindo do lado genovês, comece por Portofino, belíssima cidadezinha e marina com suas imponentes mansões e seus atracadouros particulares. Visite os aconchegantes cafés e as pecaminosas sorveterias. Caminhe por cinco quilômetros apreciando vistas espetaculares na costa até a cidade de Santa Marguerita, onde há excelentes opções gastronômicas.Veja, na cidade logo à frente, o mar dos dois lados no calçadão recém-inaugurado de Setri Levante. Caminhe pela longa praia de seixos em Deiva Marina, Bonassola e Levanto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365868400601182450" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sndk4XlTsPI/AAAAAAAAAKs/kbBx2O1FkkM/s400/cinque1.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Casinha" no sentiero (caminho) entre as cidades de Santa Marguerita e Portofino, ao norte, já quase chegando em Gênova. Dizem que Berlusconi tem uma casa nessa região para estressantes reuniões de trabalho com jovens militantes do Il Popolo della Libertà... Abaixo, mais ao sul, pôr-do-sol em Sestri Levante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365869602670925602" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sndl-VpEVyI/AAAAAAAAAK0/8ucFK2hmb2w/s400/cinque5.jpg" /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois das Cinque Terre, já em La Spezia, pegue o ônibus ou dirija num carro alugado até Portovenere, com sua nova marina de onde saem passeios de barco muito agradáveis pelas Cinque. Aprecie a vista espetacular do golfo de La Spezia emoldurados pelos picos nevados dos Alpi Apuane ao fundo; veja a Isola Palmaria à direita e as montanhas de pedras avermelhas à esquerda, de cima da medieval Igreja de San Pietro (onde ainda são oficiados serviços), sobrevivente entre as ruínas do Castelo de San Pietro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365871906765694898" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SndoEdEEZ7I/AAAAAAAAAK8/smcRDyHAZQ4/s400/cinque4.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Io, emoldurado pela baia de Portovenere - última cidade da Liguria ao sul - com os Alpi Apuane toscanos e seus cumes nevados ao fundo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-7714808959695771421?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/7714808959695771421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=7714808959695771421' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/7714808959695771421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/7714808959695771421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/07/mar-e-montanha-na-terra-da-lazanha.html' title='Mar e montanha na terra da lazanha'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SndiLJ-Wx9I/AAAAAAAAAKc/S9lhjs8QLeo/s72-c/DSC05948.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-757564476857114337</id><published>2009-07-26T12:08:00.002-03:00</published><updated>2009-07-26T12:12:06.684-03:00</updated><title type='text'>Praias, ciprestes e vinhos na mítica Toscana</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Chianti Clássico, Brunello di Moltalcino e Nobile de Montepulciano. Três dos vinhos mais famosos da Itália (e do mundo), separados por uma bucólica e segura rede de pequenas rodovias com menos de 100 quilômetros (SR-222, SP-146). Adicione outros 100 (SS-1 – Via Aurélia) e desembarque no deslumbrante cárcere de Napoleão: Ilha de Elba, rochedo que esconde em suas baias e enseadas as mais belas praias da Itália (e da Europa). É. O imperador francês era tão importante e admirado que até a sua cadeia se parecia mais com paraíso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Vamos lá. Florença, capital da Toscana, é sua base. Tem aeroporto, mas às vezes você desembarcará em Pisa, o que é bom, porque é pertinho e dá para ver a torre inclinada. Florença possui todas as grandes empresas de aluguel de carro, no centro ou lá mesmo no aeroporto. Uma boa pesquisa e reserva antecipada pela internet pode redundar em barbada, ou seja, uma diária de menos de 30 euros no carro. Tá, não e um carrão italiano, Alfa Romeo etc. Mas os modelos básicos na Europa já vêm com todos opcionais que no Brasil elevam o preço dos carros à categoria luxo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Programe-se. Uma semana?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Ok. Mais do que suficiente para conhecer as mais deslumbrantes paisagens do centro da Itália, com as indefectíveis colinas verdes, amarelas e vermelhas da relva e das flores (das amapolas; em italiano, papavere) na primavera. As pequenas montanhas, delineadas pelos típicos ciprestes, sempre apresentam um castelinho no topo. Muitos são vilas onde se produz e se pode saborear in loco três dos melhores vinhos do mundo através de degustações guiadas (aqueles dos quais falei em cima, Chianti, Brunello e Nobile). Ah!, aproveite e adquira umas garrafas para levar para o Brasil. Aqui os impostos para importação são tão elevados que os preços são até 10 (isso), dez vezes mais caros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Olha, além de vinhos, nesse roteiro a cada dúzia de quilômetros surgem novas descobertas nas vielas das mais bem-conservadas cidades medievais da Europa mediterrânea: Montalcino, Montepulciano, Pienza... Tá, você terá alguma dificuldade para estacionar por ali, mas vale o esforço. São cidades em que se visita em uma manhã. Mais adiante, verás Massa Marítima e seu duomo do século XIV, que abriga o túmulo de San Cerbone. Daqui, pegue uma autoestrada (SS-1) e estique até Piombino. De lá, siga num navio (com carro e tudo) em uma curta travessia (40 minutos) pelo mar tirreno até a jóia do Arquipélago Toscano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Ilha de Elba.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Surpreenda-se com a paisagem impressionista da mistura de vegetação e pedras em cores pastéis do cume do Monte Capane, mil e 19 metros além do mar em uma subida quase vertical por um vertiginoso teleférico de 700 metros. A oeste, avista-se os contornos da Ilha da Córsega, território francês. Para, para, para. Antes de subir montanha de carona, considere uma outra escalada num trekking pelos diversos roteiros, no grau de dificuldade que vocês suportar, pela goegrafia acidentada de Elba, para depois descansar num belo mergulho no mar a partir de uma prainha escondida entre os penhascos (vai, vai, a água pode ser um pouco fria, mas logo se acostuma... E também não repare se algum (a) desinibido (a) fizer um top less ou emergir peladão (ona) da água cristalina).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ufa! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ufa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Não acabou, não. Ainda tem a volta: San Gimignano, a cidade das 60 torres; Cortona, do filme Sob o Sol da Toscana... Jesus Cristo! SIENA! (ahh, Siena, Palio, Torre del Mangia e os cafés mais charmosos que alguém possa imaginar), e Greve in Chianti, com suas maravilhosas vinhas e adegas... E...!!! Haja exclamações! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;P.S.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Está com tempo? Acrescente mais três dias e conheça a reformada Assisi, na província do Marche (a vila medieval, destruída por um terremoto em 1997, foi toda restaurada com pedras cor-de-rosa. Detalhe sórdido... Ficou parecendo a cidade da Barbie). Mas vá lá, estratégias de turismo a parte, Assisi é, para nós brasileiros, Assis, sinômino de fé e devoção. Isso mesmo, é a cidade do santo, onde fica a Basílica e o túmulo de São Francisco, um lugar, aliás, imerso num mistério desconcertante. Há sempre muitos peregrinos rezando e concentração daqueles frades de chinelo de dedo e seus votos de pobreza. Tem também, claro, a lojinha onde você pode comprar aquele terço &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;benedicto&lt;/i&gt; para a sua vovozinha. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Assisi é terra ainda da Igreja de Santa Clara, que guarda seu túmulo e suas relíquias. Ironia é que na cidade do santo que mais simboliza o desprendimento das coisas materiais tão martelado pelo cristianismo, nos muitos cafés da avenida principal lê-se a inscrição logo na porta: “Copo com água só mediante pagamento”. Fiquei revoltado. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Bom, já que você está ali pertinho mesmo, vá a Spoleto, admirar seu belo duomo e as belas quedas d´água das Cascatas de Mármore. Gosta de emoções fortes? Tem Perúgia a algumas dezenas de quilômetros. A cidade está na região sísmica mais ativa da Itália, mas tem um belo duomo e culinária convidativa). Não, não dá para perder o Lago Trasimeno, alí do ladinho, 20 quilometrinhos, de carro é um pulo: às margens do lago é ideal passeios de bicicleta, tanto que hotéis e Bed and Brakefests já as incluem nas diárias. Às margens do Trasimeno, no Campo de Sangue, o general cartaginês Aníbal derrotou as até então invencíveis legiões romanas em 217 antes de Cristo, na segunda guerra púnica. É. Pitadinha de história. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Tá gostando? Então, que tal um pulo mais ao sul? Nápoles, Vesúvio, Pompéia, Herculano, Sorrento, Amalfi, Positano, Praiano... Não, não, esquece... Nessa região, ir de carro é coisa de maluco. Experiência própria (teve uma rua onde foi preciso rebater os retrovisores para o Cinquecento!!!! passar). Vai, vai, fica para a próxima. Mas de trem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;P.S.2. As fotos chegam em breve.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-757564476857114337?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/757564476857114337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=757564476857114337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/757564476857114337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/757564476857114337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/07/praias-ciprestes-e-vinhos-na-mitica.html' title='Praias, ciprestes e vinhos na mítica Toscana'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-6789886015850935104</id><published>2009-03-12T10:19:00.001-03:00</published><updated>2009-07-19T16:17:20.484-03:00</updated><title type='text'>Um dia em Oslo (ou) O fascinante parque das estátuas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;(Atualizado e ilustrado em 16 de julho de 2009)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Que tal um mini-cruzeiro para Oslo, a impressionante capital da Noruega? É um passeio deslumbrante e, acreditem, adequado ao bolso brasileiro. O mini-cruzeiro foi uma sacada espertíssima da companhia naval que faz a rota diária entre Oslo e a capital dinamarquesa, Copenhagen.&lt;br /&gt;Vamos aos detalhes. É uma viagem bate-e-volta. Dura duas noites, uma para ir, outra para voltar, e o dia no meio delas você passa em Oslo. Na ida e na volta, o navio parte às 17 horas e chega às 9 da matina do outro dia. Numa cabine para duas pessoas, simples, você vai gastar, veja bem, R$ 450,00. Considerando-se que estão incluídos hospedagem (duas noites) para duas pessoas mais o transporte para Oslo, é barato. Mas é só a cabine com roupa de cama, sem toalha, e é pequena. Se você quiser algum luxo, tem as áreas Vips, e os preços vão subindo até os R$ 2,5 mil.&lt;br /&gt;Mas porque é “barato” numa das regiões mais caras do mundo? Porque eles ganham de outra forma.&lt;br /&gt;A concessão para o transporte naval de cargas, veículos e passageiros prevê uma rotina diária na travessia, o que pode acabar oneroso e dar prejuízo. Então, para atrair os viajantes, eles oferecem preço baixo para ganhar nos restaurantes, cafés, free-shops e danceterias a bordo da enorme nave. Nas facilidades dentro do navio, tudo é de primeiríssima classe, e caro, porém opcional. Se você prefere economizar leve a sua farofa, sem problemas, e aprecie a travessia e um dia inteiro na espetacular Oslo. Mas reserve um dinheirinho para o free-shop, que tem promoções interessantes.&lt;br /&gt;Ah!, tem um detalhe chato. Para fazer a reserva pela internet (www.dfdsseaways.dk) você precisa de alguém que lhe auxilie com o dinamarquês ou o norueguês... Se tiver como, vá ao deck da DFDS nos portos de Copenhagen ou Oslo que eles lhe atendem em inglês. Talvez em espanhol.&lt;br /&gt;Se partir de Copenhagen, acorde cedo para ver a chegada pelo estupendo fiorde de Oslo ao amanhecer. Se pagou pelo café da manhã, aprecie a paisagem do deck elevado, pelas amplas janelas de vidro, saboreando guloseimas deliciosas até o desembarque, às 9 horas.&lt;br /&gt;Siga o roteiro a seguir, que é básico e rápido. Afinal, você só tem sete horas em Oslo. Após o desembarque, pegue um táxi até a estação central. Ou caminhe, são uns 25 minutos na primeira avenida que você encontrar à direita. Você saberá quando chegar à estação. Muvuca. Se tiver dúvida, pergunte, todo mundo fala inglês. Ao lado da estação tem um centro de informação ao turista. Lá você troca seus euros por coroas norueguesas sem taxa, compra bilhetes para o transporte público, pega um mapa e pede dicas para um rápido giro. Como você tem de voltar ao navio às 16h30, caminhe pela Karl Johans Gate apreciando as lojas e os monumentos nessa bonita avenida. Faça uma foto com a estátua do dramaturgo Henrik Ibsen em frente ao Teatro Nacional; continue até o Slotsparken, o parque do castelo, que oferece uma bonita vista da cidade; caminhe por entre as árvores do parque; volte ao Nationaltheatret e pegue o metrô até a estação Majorstuen, caminhe 10 minutos pela Kirkeveien (à direita) e chegue ao ponto alto da visita, o espetacular Vigeland Skulpture Park.&lt;br /&gt;O Vigeland Park é o trabalho da vida do escultor norueguês Gustav Vigeland (1869-1943). São mais de 200 esculturas em bronze, ferro e granito espalhadas pela luxuriante área do parque, com suas árvores multicoloridas, especialmente no outono. Deixe-se hipinotizar pelo obelisco com 121 figuras humanas entrelaçadas. Melhor que palavras, as fotos dão a dimensão da grandiosidade da obra de Vigeland.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312296942451891858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SbkR7GQ9HpI/AAAAAAAAAII/6ge33PPziOc/s400/oslo17.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358711853542892018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sl34CgQZYfI/AAAAAAAAAIg/d932ESl3udM/s400/oslo3.jpg" border="0" /&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358712592765050146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sl34tiEsXSI/AAAAAAAAAIo/K4NH0fwBje8/s400/oslo4.jpg" border="0" /&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358713297620319666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sl35Wj3SPbI/AAAAAAAAAIw/vyYP-Odb45Y/s400/oslo16.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359036476687165202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sl8fSDtMpxI/AAAAAAAAAI4/--SlPv_FM7I/s400/oslo14.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359037294957064578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sl8gBr_8cYI/AAAAAAAAAJA/Tzdlva067Wc/s400/oslo18.jpg" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359038411575246402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sl8hCrudvkI/AAAAAAAAAJQ/3tevRv5tVhg/s400/oslo6.jpg" border="0" /&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359038992985401810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/Sl8hkhpcqdI/AAAAAAAAAJY/ZN2fWaomTtc/s400/oslo7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Imagens do Vigeland Skulpture Park, em Oslo, capital norueguesa&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Taí. Então, tire muitas fotos do Vigeland Park, mas reserve uma horinha para uma visita a uns dos bons museus de Oslo: sugiro o Nasjonalmuseet, com obras de Edvard Munch (aquele de O Grito), ou o Vikingshipmuseum, o museu do barco viking. Ao fim, vá à região do porto e aprecie a impressionante paisagem do fiorde de Oslo da área elevada do Museu da Resistência Norueguesa, onde os valentes nativos combateram por algumas horas a invasão nazista na Segunda Guerra Mundial. Marque 16 horas no relógio e volte ao navio, embarque e curta o resto da viagem na boate.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-6789886015850935104?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/6789886015850935104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=6789886015850935104' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/6789886015850935104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/6789886015850935104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/03/um-dia-em-oslo-ou-o-fascinante-parque.html' title='Um dia em Oslo (ou) O fascinante parque das estátuas'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SbkR7GQ9HpI/AAAAAAAAAII/6ge33PPziOc/s72-c/oslo17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-179423797863736926</id><published>2009-02-26T05:46:00.000-03:00</published><updated>2009-03-12T09:48:43.326-03:00</updated><title type='text'>Aspectos da Vida na Escandinávia (VIII)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Os Cães&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Cães na Escandinávia têm basicamente os mesmos direitos que as pessoas. São relativamente educados e também muito ensimesmados. Não há assovio capaz de chamar-lhes a atenção. Teve uma lessie (colie, a raça, acho) tão aristocrática em Malmö, na Suécia, que chegou a se lamber depois que eu lhe fiz uma carícia. Aquela conversa de vem cá titil definitivamente não funciona - mas pode ser porque eu ainda não aprendi a me dirigir a eles em dinamarquês. Pode ser. Na França eu vi uma mocinha chamar um gato com os mesmos sons que, no Brasil, nos chamamos as galinhas: tiiiiii-titititi. E é bom ter cuidado com a linguagem dos animais. Na Rússia um bichano chamado de chanim pode se ofender e partir para a briga.&lt;br /&gt;Os cães da Escandinávia estão sempre na moda – ou quase sempre. Dia desses vi um daqueles pequenininhos, de olhos grandes e esbugalhados, daqueles que não páram de tremer - se alguém souber a raça deixe um comentário que depois eu acrescento e dou crédito... Bom, vi o totó com uma camisa da seleção brasileira de futebol – tínhamos acabado de perder para a Argentina na Olimpíada e a dona submeteu o coitadinho àquele constrangimento. Para disfarçar, quando vi o cãozinho apontei o dedo e ri igual ao Nelson dos Simpsons: RRÁÃ. A dona ficou lá me censurando em dinamarquês e consolando o bichinho com um carinho na cabeça.&lt;br /&gt;Particularidade importante. Cachorro anda de metrô numa boa. Tem espaço reservado e todo conforto. Para eles... Para nosotros é um problema, pois os dogs necessitados ficam lá fazendo sexo com nossas panturrilhas.&lt;br /&gt;E os cachorrões, então? Dóbermam, rotiváiler, pitibul (aportuguesei de preguiça de consultar dicionário) saçaricando pelas estações. Você vê aquela onda de gente se movendo e logo conclui: tem um gigante chegando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307029941034935810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SaZbnQ-_5gI/AAAAAAAAAG4/MHrdZRRDEUM/s400/cao2.jpg" border="0" /&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Olha um totó aí de guarda nas Sky Mountains, a região mais alta da Dinamarca, com 110 metros de altura: abaixo, belo lago com barquinho, cercado pela vegetação em cores outonais&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307030934699858210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SaZchGrLWSI/AAAAAAAAAHA/ETLumQVA944/s400/DSC01524.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A passagem canina mais marcante que presenciei foi na estação central de Estocolmo, que é quase uma cidade subterrânea. Uma loirinha de uns 16 anos, miúda, estava sendo levada para passear por um rotiváiler que parecia o boi bandido. Desceu do trem (o cachorro, a dona arrastada pela coleira) e foi direto no saquinho de amendoins nas mãos de uma cara que estava sentado. O cidadão ficou petrificado e soltou o saco no chão. O cão cheirou, viu que não era muito apetitoso e deixou lá. O coitado com a mão cheia de baba, procurando um papel para se limpar.&lt;br /&gt;Então o cão partiu para cima de uma pobre muçulmana à sua frente - eu e Cristina nos afastando lentamente para não chamar a atenção. A mulher empalideceu, dura, soltou um grito surdo, fechou os olhos e esperou pelo assassínio. O cachorro chegou, parou, abaixou o focinho, levantou a saia da coitada e deu uma longa tragada nas suas partes íntimas. Para sorte da moribunda, não se interessou pelo aroma. E se foi, admoestar outros pobres no caminho até o parque mais próximo.&lt;br /&gt;A mulher, coitada, deixou-se cair num banco, respirava ofegante e dizia uma ladainha em árabe, já pensando na novena que teria de empreender para se purificar novamente. Para o Islã, cães são animais impuros. (Houve até uma denúncia contra os EUA da Anistia Internacional porque em Guantánamo, para torturar os muçulmanos feitos prisioneiros no Afeganistão, os guardas norte-americanos soltavam cães nas celas.) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307032814357494674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SaZeOg8eu5I/AAAAAAAAAHI/lXsmAIGF4y4/s400/cao1.jpg" border="0" /&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não é um lorde esse cachorrão aristocrático passeando no quebra-mar do castelo de Helsingor? Aliás, os dinamarqueses gostam de dizer que Helsingor (abaixo) é o castelo de Hamlet, o príncipe shakespeareano da Dinamarca. Volta na foto do cachorro e repara: do outro lado da água fica Helsingborg, na Suécia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307033819573429298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SaZfJBqopDI/AAAAAAAAAHQ/bd7emitBcT0/s400/DSC01338.JPG" border="0" /&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Os dinamarqueses gostam mesmo de cães. No fim da tarde muitos estão nas ruas fazendo seus passeios e necessidades – mas (quase) todo mundo limpa a sujeira. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307034887522909186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SaZgHMFofAI/AAAAAAAAAHY/Jl2ABeg40u0/s400/DSC01380.JPG" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Toque de humor dinamarquês no parque público de Nyborg, uma típica cidadezinha do interior da Dinamarca (abaixo)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307035957646944018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SaZhFenFZxI/AAAAAAAAAHg/x-0LqSNoV-I/s400/DSC01368.JPG" border="0" /&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No condomínio onde eu e Cristina moramos tem umas duas dezenas de cães. Pelo menos 15 (exagero), de todas as marcas, estão num apartamento. Tem desde aquele do filme Homens de Preto a fila brasileiro.&lt;br /&gt;Acho que o dono é um cara do norte da África. Vi ele fumando um narguilê na área comum dia desses. Quando passei ele ficou um pouco incomodado. Deve ter pensado que eu não conhecia aquela parada e ficaria imaginando que tipo de droga era, que ia chamar polícia e tal... E eu, que nunca fumei narguilê, se tivesse sido convidado, aceitaria.&lt;br /&gt;E aproveitaria para reclamar dos buracos que os seus cães fazem no jardim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pois é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O cara do narguilê se mudou. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;a href="http://blog-do-palazzo.blogspot.com/2008/12/aspectos-da-vida-na-escandinvea-vi.html"&gt;O Vizinho&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; do lado, um que tem um zoo completo no apartamento, me disse depois que o cidadão foi "convidado" a se mudar, já que não é permitido animais no prédio. (???)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-179423797863736926?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/179423797863736926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=179423797863736926' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/179423797863736926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/179423797863736926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/02/aspectos-da-vida-na-escandinavia-viii.html' title='Aspectos da Vida na Escandinávia (VIII)'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SaZbnQ-_5gI/AAAAAAAAAG4/MHrdZRRDEUM/s72-c/cao2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-5568164301548705097</id><published>2009-02-26T05:33:00.000-03:00</published><updated>2009-02-26T05:39:15.174-03:00</updated><title type='text'>Aspectos da vida na Escandinávia (VII)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;A Cerveja&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A cerveja não chega a ser uma instituição, mas o povo da Escandinávia gosta muito. Preferem gelada, mas tomam à temperatura ambiente tranqüilamente (às vezes se deixar fora da geladeira congela). Na Dinamarca, a maior cervejaria é a conhecida Calrsberg, mas o povo prefere a Tuborg, um pouco mais cara e mais encorpada. Aliás, acho que esse é o principal critério de qualidade da cerveja, o sabor marcante. As latas de alumínio de 0,5 litro fazem muito sucesso, mas tem de 0,33 também.&lt;br /&gt;A cerveja, como todas as bebidas alcoólicas, são caras, tem de pesquisar as promoções e esquecer um pouco a qualidade se quiser tomar uma a preços brasileiros. O governo deu uma anabolizada nos impostos sobre as bebidas porque o povo daqui e muito chegado a um pileque e achou por bem dar uma controlada.&lt;br /&gt;O curioso sobre a cerveja é a variedade.&lt;br /&gt;Tem de toda cor, nacionalidade, graduação alcoólica, tamanho, lata, descartável e garrafa retornável qual aquelas antigas de guaraná – e de todo preço, claro. A famosa Guinnes, irlandesa, custa o equivalente a R$ 8. Mas a do dia-a-dia custa uns R$ 3 na promoção do supermercado. Normalmente custa uns R$ 4. Gelada é R$ 8 ou R$ 10. No bar dá para tomar não, porque serviço é o que custa mais caro por aqui. Então o povo bebe em casa e já chega bêbado nos pubs.Ó. Paga-se pela embalagem separadamente e o povo já está acostumado a ver o acréscimo na conta do supermercado. E se você quiser devolver (até mesmo a lata), recebe de volta o que pagou. Vale também para qualquer refrigerante.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-5568164301548705097?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/5568164301548705097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=5568164301548705097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/5568164301548705097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/5568164301548705097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/02/aspectos-da-vida-na-escandinavea-vii.html' title='Aspectos da vida na Escandinávia (VII)'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-6402790586906530636</id><published>2009-02-26T05:23:00.000-03:00</published><updated>2009-02-26T06:36:36.982-03:00</updated><title type='text'>Aspectos da Vida na Escandinávia (VI)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#ff0000;"&gt;A Reciclagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;No tópico &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;a href="http://blog-do-palazzo.blogspot.com/2009/02/aspectos-da-vida-na-escandinavea-vii.html"&gt;A Cerveja&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; eu disse que quem devolve a lata ganha um dinheirinho.&lt;br /&gt;É isso mesmo. Vamos aos detalhes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Todo supermercado recebe as embalagens de bebidas, sejam elas de plástico, vidro e metal, retornáveis ou não. O sistema é prático, simples, eficiente e ecológico, muito bacana mesmo. O cidadão vai fazer suas compras e leva as garrafas e latas que acumulou. Lá no supermercado, todos, é lei, tem uma máquina onde se insere um recipiente de cada vez. A engenhoca reconhece a embalagem e imprime uma lista com o valor de ressarcimento, correspondente ao item. Então o cidadão pega a lista, vai ao caixa e, ou saca a grana, ou abate nas compras.&lt;br /&gt;Aqui tem pet retornável, com o plástico mais duro para que possa ser preenchida novamente. Rende 3 dkk, pouco mais de um real. O vidro das long neck também volta. E cada latinha de alumínio vale 1 dkk, ou seja, perto de 40 centavos de real.&lt;br /&gt;A máquina que recolhe os vasilhames já faz tudo. As retornáveis vão para os respectivos engradados. Latas e plásticos recicláveis são triturados, prensados, amarrados e paletizados para o transporte até a indústria.&lt;br /&gt;Como rende uma graninha boa, e há cidadãos que não se preocupam em recuperar, tem catador de lata aqui, porém em números infinitamente inferiores aos do Brasil. Em Copenhagen tem uma velhinha no metrô que já é conhecida de todos. Em Estocolmo, na Suécia, o contingente de pessoas que vi vasculhando o lixo foi maior.&lt;br /&gt;Certa vez li uma matéria de um jornal de Portugal sobre um português que vive nas ruas de Copenhagen e que, diz, fatura 1.500 euros catando latas e garrafas.&lt;br /&gt;Outras coisas interessantes sobre consciência ecológica por aqui.&lt;br /&gt;Para onde se olha na Dinamarca se vê algum daqueles cataventões de usinas eólicas. Em Copenhagen, há duas grandes usinas geradoras de energia com várias dezenas de ventiladores, um ao sul e outro ano norte da cidade, encravados no meio do mar, que é bem rasinho.&lt;br /&gt;O supermercado dá sacola não. Se quiser, compra. Custa de 3 a 10 coroas dinamarquesas (entre R$1,2 e R$ 4). Todo mundo já sai de casa com as sacolinhas debaixo do braço. Ou cheia de garrafas para devolver.&lt;br /&gt;O detergente bom aqui é o que faz pouca espuma, para gastar menos água na hora de enxaguar. E a economia não fica só no discurso, pois o reflexo na conta é sensível.&lt;br /&gt;Descarga no banheiro? Tem daquelas de válvula não, nem nos prédios públicos! É tudo na caixa, pequena para os padrões brasileiros, que fica sobre o assento. Detalhe importante: tem dois estágios, meia água para o xixi e água inteira para o resto.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-6402790586906530636?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/6402790586906530636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=6402790586906530636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/6402790586906530636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/6402790586906530636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/02/aspectos-da-vida-na-escandinavea.html' title='Aspectos da Vida na Escandinávia (VI)'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-4490550113770397866</id><published>2009-02-13T15:22:00.000-02:00</published><updated>2009-03-01T08:31:07.877-03:00</updated><title type='text'>A madrinha romana</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Bepe Severgnini, um jornalista conceituado do &lt;em&gt;Corriere della Sera&lt;/em&gt;, escreveu um livro muito interessante chamado &lt;em&gt;A Cabeça do Italiano&lt;/em&gt;. Eu o li três meses antes de chegar a Itália. Achei, no dizer deles, molto divertente. Fiquei, porém, um pouco assustado com algumas assertivas de Bepe, como a afirmação de que “ser pedestre na Itália é algo fora de moda”. Mas ele tem completa razão. Aqui se você se posta ao lado da faixa para atravessar a rua esqueça: nenhum motorista vai te dar a menor bola. Mete o pesão no asfalto, respira fundo, feche os olhos e caminhe decidido. O senhor volante daqui só pára se for na pressão, porque certamente ele está atrasado para o trabalho e se te atropelar vai perder muito mais tempo. Depois que você passar ele vai te gritar algum palavrão. Mas não convém também responder e iniciar um bate-boca, porque, tenha isso como certeza, você nunca vai ganhar uma discussão em público com um italiano. Eles são os campões mundiais.&lt;br /&gt;Os italianos, porém, podem ser muito cordiais e solícitos, principalmente se vão com a sua cara. No Palazzo Vecchio, especificamente no Ufficio Anagrafe, uma funcionária, a Sara, me atende como se fôssemos conhecidos de longa data. Só porque uma vez me pegou numa situação difícil e decidiu ajudar. Toda vez que preciso de qualquer coisa vou direto nela. Ela faz o que pode, orienta, até fala inglês para facilitar, apesar de muito ruim. Por orientação dela eu e Cristina decidimos enfrentar a burocracia romana atrás do meu estratto di matrimônio, a nossa certidão de casamento italiana. Foi lá que eu compreendi outra faceta do italiano: o apadrinhamento.&lt;br /&gt;No post anterior dei uma pincelada do que me aguardava em Roma: o Consulado Italiano de Belo Horizonte legalizou a minha certidão de casamento brasileira e mandou para a capital italiana. Para onde só Deus sabia – e Ele não respondeu aos meus e-mails. Enfim, estava em um dos 20 municipi da Comune de Roma. No dia 28 de janeiro acordamos às 5 da matina (matina também é italiano). Pegamos o primeiro Freschiarossa (flecha vermelha), o trem de alta velocidade, inaugurado este ano mesmo, e em 100 minutos estávamos na Termini de Roma. De lá, metrô até a estação Circus Massimus. Dopo, uma caminhada de 40 minutos ate a Via Petroselli, onde fica a sede do Municipio 1.&lt;br /&gt;Na recepção, perguntei onde ficava o Ufficio A.I.R.E. (Anágrafe dei Italiani Residenti all´Estero) já esperando a réplica do guardinha: “Tem apuntamento (hora marcada)?” - Respondi que tinha, mas era mentira. “Secondo piano. Ascensore a destra.” Agradeci e subimos, eu e Cris, à caminho de nosso destino. Na porta a inscrição A.I.R.E.. Entramos. Dentro, umas 12 senhoras de meia idade sentadas nas suas mesas atulhadas de papéis. Fiquei lá correndo o olho, esperando alguma coisa, um gesto, um resmungo... Nada. Fiquei naquela paralisia comum aos que sabem que terão de rebolar para resolver um problema insolúvel quando uma mulher entra na sala. Vai à mesinha do café, serve-se, assopra, espera o vapor se dissipar, sorve o líquido marrom calmamente, em três goles. Vira-se para nós e pergunta: “Cerca qualcosa (o que ceis tão procurando)?”&lt;br /&gt;Gaguejando, respondo que é o ‘ufítio aire’, naquele italiano lindo de morrer, no que ela responde: “Achou, é aqui”. Puts, pensei, posso voltar para o Brasil que daqui não vai sair nada mesmo. Mas prossegui, dizendo que estava com um problema seríssimo e tinha muita urgência em resolver. Na hora eu e Cristina, como já havíamos combinado antes, fizemos cara coitadinho para ver se ela se compadecia. Ela perguntou qual o problema. Disse que era italiano, nascido no Brasil, que morávamos em Florença, que estávamos ali para pegar um estratto di matrimônio, porque éramos casados há mais de quatro anos, e que sem esse documento a Cristina, que fora selecionada para um Master na Universidade de Florença, não poderia freqüentar as aulas. Ela achou a história interessante, foi a sua mesa e mandou que nos sentássemos, mas como havia só uma cadeira, fiquei em pé.&lt;br /&gt;Ela pediu documento, dei o passaporte. Ela inseriu os dados e vaticinou: impossível, você não está inscrito no A.I.R.E. de Roma. Mas tchará: eu já esperava essa resposta porque, para variar, a burocracia italiana me inscreveu no A.I.R.E. como Palazzo Martini e na hora de fazer o passaporte colocaram só o Martini. Em Florença esse problema já havia surgido e a mulherada de lá me achou e fez uma impressão do papel. Saquei o passaporte brasileiro com o papel florentino, e expliquei o problema, ela meteu o Palazzo e me achou. Mas... Para variar, esse seria o menor dos problemas.&lt;br /&gt;- “O seu casamento não está transcrito. Precisa transcrever. Você mandou para o consulado italiano no Brasil?” – perguntou.&lt;br /&gt;- Sim - respondi.&lt;br /&gt;- Quando.&lt;br /&gt;- Em julho&lt;br /&gt;- E o consulado mandou o documento para a Itália?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Quando?&lt;br /&gt;- No dia 9 de outubro de 2008, corriere diplomático número 6845.&lt;br /&gt;- Como é que você sabe disso?&lt;br /&gt;- Eu liguei no consulado italiano no Brasil uma semana seguida, ameacei alguns dos funcionários de morte e eles ficaram com dó de mim e me informaram.&lt;br /&gt;- Bom, melhor assim, vai demorar bem menos.&lt;br /&gt;- Eu preciso do documento para sexta-feira agora, porque preciso voltar para Florença, hotel em Roma é muito caro.&lt;br /&gt;- Sinto muito, são 40 dias para transcrever. Depois de transcrito você volta aqui e pede uma cópia. São mais 20 dias para ficar pronta. Aí você volta e pega. Mas eles podem mandar por correio, se você preferir, mas aí só Deus sabe quando chega, se chegar, porque a Posta esta uma bagunça, eles estão perdendo um monte de documento...&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;-Éééée....&lt;br /&gt;-Hummm?!?!?&lt;br /&gt;- Sabe?&lt;br /&gt;- Hã?&lt;br /&gt;- É o seguinte (nessa hora virei para a Cristina e falei para fazer a cara de choro), se nós não conseguirmos esse documento até sexta-feira vamos voltar para o Brasil, pressionei. Essa ragazza aqui (dourei a pílula) foi selecionada entre centenas de milhares de estudantes do mundo inteiro pela União Européia para estudar na Europa, e ela escolheu a Itália porque o marido dela é italiano, e ela não vai poder fazer o curso porque aqui na Itália ninguém se importa, ninguém ajuda... Isso não está certo, não é justo, dramatizei.&lt;br /&gt;- Éééé... Venham comigo.&lt;br /&gt;Nessa hora descobri a faceta poderoso chefão do italiano. Eles, principalmente os funcionários públicos, querem que você precise deles, que implore pela ajuda deles, que faça-os se sentir importantes, como se sua vida dependesse deles, e eles, como dádiva, lhe devolvem a felicidade.&lt;br /&gt;Enfim, a mulher nos apadrinhou. Seu nome era Tiziana. Foi conosco até o Ufficio Matrimonio, no andar de baixo. Pegou o número do corriere diplomático, bateu na porta e mandou-nos esperar de fora. Ficou lá uns 15 minutos. Saiu. Disse que não estava fácil porque eram muitos os arquivos para procurar. Nessa hora a mulher do matrimonio saiu da sala, e eu e Cristina vestimos de novo uma cara de pobres-coitados que rivalizava com o gato do Shrek. A fulana chamou a Tiziana para dentro. Mais 10 minutos... Tiziana sai da sala. Expectativa... Eles vão transcrever. Até amanhã fica pronto. Agora vamos no protocolo para ver se eles fazem a cópia.&lt;br /&gt;Ai, no protocolo. No protocolo, a mulher que atendia não estava com cara de muitos amigos. Tiziana falou, contou a história, mostrou as nossas feições chorosas e, ao fim, só conseguiu uma promessa de que ela enviaria pelo correio quando ficasse pronto. Eu intervi, insisti. Precisava do documento até sexta-feira, repeti o dramalhão que apresentei a Tiziana. Em vão. A mulher falou rispidamente que se eu quisesse verificar na sexta que tudo bem, mas que era praticamente impossível. Perguntei seu nome, para forçar uma intimidade, e ela respondeu secamente: não precisa, serei eu mesma que estarei aqui na sexta. Puts. O mais difícil a gente conseguiu, a transcrição, e um fdp do protocolo, dos escalões mais baixos, vai estragar tudo. Quanta injustiça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302335661738608290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SZWuMP3QxqI/AAAAAAAAAGg/F3qQ-qcBy0w/s400/DSC05357.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Duas imagens clássicas de Roma, em exposição nos Musei Capitolini, o cândido menino com espinho no pé e a loba alimentando Remo e Rômulo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302337429110826226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SZWvzH1opPI/AAAAAAAAAGo/Za9UuQgMHZo/s400/DSC05358.JPG" border="0" /&gt; Apesar de todo desconsolo, deveríamos esperar até sexta-feira e, já que estávamos em Roma, fomos curtir a cidade. Coliseu, Panteão, Palatino, Foro Romano, Foro Traiano, Musei Capitolini, um belo passeio; na verdade, um retorno a Roma quatro anos depois, já que na primeira vez, na Fontana di Trevi, jogamos a moedinha para que voltássemos. Perto do Vittorio Emanuele, um monumento belíssimo ao pai da República Italiana, a Via Petroselli. Era quinta-feira e a repartição ficava aberta naquela tarde.&lt;br /&gt;- Vai lá ver se ficou pronto – disse Cristina.&lt;br /&gt;- De jeito nenhum. A mulher vai é ficar mais brava com essa pressão – repiquei.&lt;br /&gt;Mas refleti um pouco e conclui que se fosse para o documento sair ele estaria pronto, e eu não precisaria voltar na sexta-feira. Fui lá. Subi as escadas, entrei no amplo corredor e pelo vidro do guichê do protocolo vi a mulher sentada na mesa, entre toneladas papéis. Olhei para ela. Ela não me viu. Hesitei. Sentei-me numa cadeira ao lado da parede, fora de seu alcance de visão. Meu coração batia forte. E se essa mulher ficasse fula e não me desse o documento? Mas eu já estava lá. Respirei, levantei-me e chamei-a do pior jeito possível: eu não sabia seu nome.&lt;br /&gt;- Psiu.&lt;br /&gt;- Sim?&lt;br /&gt;- Ééééé.&lt;br /&gt;- Pois não?&lt;br /&gt;- Você não se lembra de mim?&lt;br /&gt;- Você tem o recibo, aquele papelzinho verde?&lt;br /&gt;Entreguei a ela, o coração saindo pela boca e pensando. Ela não se lembra? Não é possível!? De costas ela mexia na papelada. Demorou uns três minutos, uma agonia interminável... Depois daqueles segundos de angústia avassaladora, ela virou-se com o documento em mãos. Eu não podia acreditar. Abri um sorriso tão grande e luminoso que ela, ao fim, também sorriu. Depois passou o braço pela pequena abertura do guichê, me apertou a mão e disse: “Vai, meu filho, vai ser feliz.”&lt;br /&gt;Ali mesmo eu entendi tudo o que tinha acontecido. A cidadã do protocolo precisava do momento dela, de ser a dona da situação, de ter meu futuro nas mãos dela para ela poder me abençoar. A boa ação do dia anterior era da Tiziana, não dela, ela precisava do seu momento.&lt;br /&gt;O Bepe já havia me advertido, e eu me esquecera. Os italianos fazem as boas ações para eles mesmos e para os outros. Se ajudam uma velhinha a atravessar a rua, alguém precisa estar olhando. A fulana do protocolo deve ter chegado em casa naquela noite, batido no peito e dito ao marido: “Hoje eu salvei a vida de duas pessoas”.&lt;br /&gt;Pois é.&lt;br /&gt;O documento romano demoraria 60 dias e saiu em 20 horas porque fizemos com que os funcionários nos apadrinhassem. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Isso é a Itália.&lt;br /&gt;Mas não é só isso.&lt;br /&gt;Voltamos a Florença. Fomos à prefeitura, no Ufficio Citadinanza, só para obter algumas informações sobre o processo de concessão do passaporte italiano para a Cristina como esposa de italiano. Antes, fomos enviados para outras quatro repartições, mas já estamos com o couro grosso no vai-vem. Na prefeitura de Firenze, a mesma coisa, o guardinha perguntando se tinha hora marcada, eu mentindo que sim, vai de lá, vai de cá, mandaram-nos falar com a signora Buccheri, no primo piano. Subimos, fui de porta em porta atrás da signora Buccheri, e a encontrei numa sala ao canto, porta aberta, uma cidadã com a cara de pouquissíssimos amigos.&lt;br /&gt;- Signora Buccheri?&lt;br /&gt;- Sim, mas estou só substituindo uma colega que não veio trabalhar hoje. É minha folga. Por favor feche a porta – ordenou, no que eu obedeci.&lt;br /&gt;Do lado de fora da porta, a inscrição, em letras garrafais, alertava: A BUROCRACIA EXIGE UM MÍNIMO DE DOIS ANOS PARA CONCESSÃO DE CIDADANIA AO CONJUGE. POR FAVOR, NÃO INSISTA.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-4490550113770397866?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/4490550113770397866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=4490550113770397866' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/4490550113770397866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/4490550113770397866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/02/madrinha-romana.html' title='A madrinha romana'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SZWuMP3QxqI/AAAAAAAAAGg/F3qQ-qcBy0w/s72-c/DSC05357.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-1440095157830110671</id><published>2009-01-26T15:33:00.000-02:00</published><updated>2009-02-26T07:16:08.834-03:00</updated><title type='text'>Florença, quanta emoção</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Opa. Tô aqui.&lt;br /&gt;Esqueci do blog não.&lt;br /&gt;Ele está sim “às moscas”, na definição do meu único leitor-comentarista, meu irmão Pedro, porque momentaneamente sou um blogueiro desconectado.&lt;br /&gt;Para quem não sabe, me mudei da Dinamarca para Florença 18 giorni fa (há 18 dias). Estou engatado nas aulas de italiano e atolado na burocracia azzura, que é uma coisa assim, kafkiana. É uma coisa que não dá para definir com palavras. Se pudesse, seria algo em dinamarquês...&lt;br /&gt;Gente. Nenhum funcionário sabe te informar com precisão o que deve ser feito para tirar uma carteira de identidade, um CPF, um cartão de saúde. Te mandam para um lugar, e nesse lugar a outro, e a outro, outro; até que, vendo o seu semblante desfigurado pelo desconsolo e pelo desespero, um servidor decide resolver tudo num passe de mágica, como se fosse a coisa mais simples do mundo. É emocionante, e insensato... Algo como a cara do freguês: “Estou de bom humor hoje e vou resolver seu problema”. Mas isso acontece uma vez a cada duzentas, claro...&lt;br /&gt;Ontem após dispender muito esforço e sola de sapato consegui fazer meu codice fiscale, o CPF daqui, e com ele agendar com a telefônica uma visita para 9 de fevereiro. Vão ver se no prédio há condições tecnológicas para ter telefone e internet (cidade histórica é assim pessoal). Se não tiver, terei de morrer na maior grana para ter internet pelo celular. Começa com uma chiavetta de 149 euros. Depois, mais 34 euros por mês por três horas-dia e só 9 gigas de download-mês. Haja emoção.&lt;br /&gt;Bom. Como já andei por todas as repartições públicas de Florença, terei de ir a Roma nesta quarta-feira, 28. Preciso dos meus documentos italianos e eles estão lá, enviados pelo Consulado Italiano de Belo Horizonte. Meu espírito já está preparado para uma tentativa de suicídio, ou atentado a bomba, porque na Comune de Roma existem 20 municipi (sub-prefeituras), e o consulado não sabe dizer em qual deles estão meus documentos.&lt;br /&gt;É emoção demais, né não?&lt;br /&gt;Vamos às informações gerais: temperatura média de 7 graus, 3 na mínima e 11 na máxima, chuvinha fina e intermitente. Aluguei um ap no Centro, a duas quadras do Duomo, a Chiesa de Santa Maria dei Fiore (a coisa mais bela e imponente dessa região da Itália). O lugar é ótimo, tem tudo pertinho. Mas... São 60 degraus de escada para chegar ao terceiro andar... Puf... Cansa só de lembrar. Tem um barulho de trânsito infernal, muita fuligem de escapamento (a caca do nariz sai pretinha). Turista japonês aos bandos, evidentemente, tirando foto até de cocô de cachorro - o que tem demais por aqui.&lt;br /&gt;Tem também um grande hospital quase em frente ao ap, e uma média de 18 ambulâncias chegando por dia. Pelo timbre da sirene penso que sejam apenas três viaturas, às quais já dei nome. Pavaroti, Maria Callas e Neguinho da Beija-Flor; esta última porque tem breque, a sirene soluça: pééééròòòò, pééééròòòò, pép... ròòòò. Nesse ritmo, terciário.&lt;br /&gt;Ei?! Peraí, peraí; nem tudo é desalento. Tem coisa boa, claro, e muita, e muito boa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307045279129042850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SaZpkD1mf6I/AAAAAAAAAHw/lhyudfkieEc/s400/Davi.JPG" border="0" /&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Acima, uma cópia em bronze do Davi de Michelangelo na Piazzale Michelangelo, onde se tem a melhor vista de Florença, abaixo (quando o tempo e a poluição ajudam, claro). O Davi original está protegido das intempéries na Galeria dell'Accademia&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307043620414788962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SaZoDgpTlWI/AAAAAAAAAHo/jYKGqhsTKqI/s400/Floren%C3%A7a.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A cidade transpira arte, cultura, diversidade, juventude, nacionalidades. No jornal vi mais de 15 teatros e casas de espetáculos com programação ativa. Em fevereiro tem um show do Oasis – que eu nem gosto. Sem falar nas bocas livres nas igrejas, museus e palácios. Sábado retrasado assistimos ao coro do Lafayette Colegge, Philadelfia, EUA, na Chiesa de Santa Maria Ricci. Ontem - não ficamos sabendo - perdemos a Primavera e o Verão do Vivaldi, na Capela Médici. Dia 8 tem o Inverno e o Outono. Tudo na faixa. Só tem que garimpar as atrações, porque muitas vezes tem só um panfletinho afixado na porta do lugar.&lt;br /&gt;Ao lado do meu prédio tem a Oblate, uma biblioteca que deixa a gente navegar por três horas de graça todos os dias no lap top e uma hora no computador deles. Escrevo nela agora. Fora o acervo de 80 mil livros e 5 mil filmes à disposição. Eles deixam até o pessoal jogar vídeo-game aqui.&lt;br /&gt;Ah! A obra prima de Rafael, a Madonna del Cardellino, que voltou ao público depois de 10 anos de restauração (o jornalista do Estadão disse que o trabalho ficou tão bom que ele ouviu o murmúrio do riachinho no cenário de fundo do quadro). Desse jeito tenho de ir lá conferir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295686749608633202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SX4PCoAqY3I/AAAAAAAAAGY/9nISzWpRPW8/s400/madona.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Obra prima de Rafael, Madonna del Cardellino (pintassilgo): foram 10 anos de restauração&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;P.S. Neste momento do texto a conexão da biblioteca caiu, e o idiota aqui, que estava escrevendo direto no blog, perdeu tudo o que havia escrito... Tudo acima foi reescrito - quase da mesma maneira.&lt;br /&gt;Pois é. A Madonna do Rafael está exposta no Palazzo Medici Riccardi até o final de fevereiro, e depois volta para a Galeria degli Ufizzi, outra maravilha que só tem rival no Louvre, na minha humilde opinião.&lt;br /&gt;Ih! A réplica do Davi do Michelangelo na Piazza della Signoria está cercada por um pano. Vai tomar um belo banho. No pano só tem um buraco, e quem olha por ele da de cara com o bilau do Davi. Não é lá grande coisa, é vero, mas constrange. Pelo menos à maioria dos curiosos. O melhor, claro, é ir até a Galeria Dell’Accademia para ver o Davi original.&lt;br /&gt;Ó, a série Aspectos da Vida na Escandinávia continua, apesar de eu não morar mais na Dinamarca. É que os textos já estão escritos à espera dos posts.&lt;br /&gt;Enfim, obrigado pela paciência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Baci&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt; a tutti.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-1440095157830110671?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/1440095157830110671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=1440095157830110671' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/1440095157830110671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/1440095157830110671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2009/01/vivinho-da-silva.html' title='Florença, quanta emoção'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SaZpkD1mf6I/AAAAAAAAAHw/lhyudfkieEc/s72-c/Davi.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-5849544241511936527</id><published>2008-12-11T17:59:00.000-02:00</published><updated>2008-12-16T11:29:33.536-02:00</updated><title type='text'>Aspectos da vida na Escandinávea (V)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;O Vizinho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Dia desses o vizinho fez contato. Veio pedir um martelo emprestado, que eu não tinha. Ele estranhou. Disse que ouvira diversas batidas semelhantes a pregos sendo inseridos na parede. Eu contra-argumentei que deveria ser a reforma no apartamento de baixo, que estava sendo preparado para o próximo inquilino. Só uns três dias depois é que fui notar que o barulho que ele ouvia eram as pancadas que eu dava o cabo da faca quando amassava alho. Mas não expliquei nada, e ele deve estar pensando que eu regulei o martelo.&lt;br /&gt;O cara é meio esquisitão. Uma vez eu estava do lado de fora do meu ap e ele foi passando no andar de baixo, seguido por um rotiváiler mamutesco. De repente, ele pisa em falso num degrau muito pequeno e se estabaca no chão. Eu tentei esconder o riso e entrei logo em casa antes que ele me visse (para não constrangê-lo). Mas ele me viu. Talvez por isso tenha demorado tanto a fazer contato.&lt;br /&gt;A figura é esquisita mas gente fina. Convidou-nos a conhecer sua casa – o rotiváiler lá, babando no canto da boca, cheirando lá onde não deve. E não só o cão. Tem também um gato alaranjado, peludão; um ramster, um peixinho dourado e uma tarântula enooooorrrrrrme. Toda a cadeia alimentar reunida em menos de 30 metros quadrados. O mais impressionate e que nunca ouvi um latido ou miado que seja. Muito comportados os bichos. Só o rato que precisa de adestramento. O quicquic dele às vezes incomoda.&lt;br /&gt;O nome do cara é Miguel. Em dinamarquês fica mírrel. Convidou-nos para um café num dia qualquer. Retribuimos a deferência e apresentamos-lhe o nosso ap, no que ele recomendou-nos colocar alguns quadros na parede – ele ia arrumar o martelo e emprestar-nos. Mas dissemos que não poderíamos, porque o zelador havia nos proibido de furar a parede sob pena de pagar ‘muito caro por isso’. Ele disse que era caro coisa nenhuma, que sabia por que era pintor de paredes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Hummm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Estamos no aguardo do café.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Talvez eu lhe faça uns pães-de-queijo da Yoki. Minha sogra, quando em visita, trouxe-nos uma dúzia de saquinhos do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-5849544241511936527?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/5849544241511936527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=5849544241511936527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/5849544241511936527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/5849544241511936527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/12/aspectos-da-vida-na-escandinvea-vi.html' title='Aspectos da vida na Escandinávea (V)'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-1217141608361163129</id><published>2008-12-11T17:26:00.000-02:00</published><updated>2008-12-23T11:34:51.329-02:00</updated><title type='text'>Drible cultural</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O outono mal havia chegado à metade e nevou ininterruptamente por três dias na segunda semana de novembro. Ficou tudo lindo e branquinho. E frio. E escorregadio. Depois derreteu. Virou lama e tal. Mas é uma coisa assim onírica isso de ver nevar. Neve já tinha visto, nos Alpes, nos Andes, mas nevando foi a primeira vez. Eu e Cris ficamos tão maravilhados que tiramos umas 200 fotos. Pensamos que ia ser rapidinho, e que deveríamos aproveitar a oportunidade, já que na Dinamarca – dizem – neve não é comum. Mas foram 72 horas de gelo caindo. Não foi assim uma nevaaaaasca. Deve ter caído uns 15, 20 centímetros de neve. Mas ventou muito e a temperatura oscilou entre 2 e -4 graus célsius.&lt;br /&gt;A neve começou a cair na sexta-feira no fim da tarde (está anoitecendo às 16 horas atualmente). Pela manhã, no sábado, foi uma farra. As crianças saíram às ruas com seus trenós para escorregar nas ladeiras gramadas cobertas pelo tapete branco. Duas muito pequenas, irmão e irmã, seis e quatro anos, gastaram umas três horas fazendo um boneco de neve, que iria derreter na segunda-feira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278622436991898338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SUFvI5xPEuI/AAAAAAAAAGI/S_e55ugFBJ8/s400/DSC01900.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Paisagem branca de neve em Roskilde a pai atleta que corre com o carrinho de bebê adaptado para o cooper matinal&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tarde daquele sábado fomos ao Tívoli, um parque quase mitológico em Copenhagen. Já estava todo decorado para o Natal, com luzes, pinheiros, renas, duendes, papais noéis e... Neve. Uma mãozinha de São Pedro. Coisas que a gente do Brasil só vê pela TV, nos desenhos animados da manhã de 25 de dezembro – O Natal do Mickey.&lt;br /&gt;Fomos ao Tívoli assistir a uma peça de teatro que deveria falar sobre o Natal. Mas que nada! Era um salgadinho (apresentação sob encomenda) de uma companhia britânica. Um compêndio de clichês muito engraçado, mas de algum mau gosto. Sherlock Holmes deveria descobrir quem matou Hamlet, o príncipe da Dinamarca.&lt;br /&gt;O suspeito número 1, vejam vocês, era Silvestrinho Sibilante, um jogador de futebol brasileiro que só pensava em sexo e que casou-se com a raínha, o estereótipo da viúva ninfomaníaca.&lt;br /&gt;O ator que representava o brasileiro deu ao personagem um inglês notadamente italiano e o samba do carnaval que eles tocavam era mexicano - ou cubano -, uma mistura de rumba e salsa. Quase me ofereci para uma consultoria cultural. Mas era tecnicamente perfeito o espetáculo. Todos cantavam esplendidamente, a sonoplastia era feita ao vivo e tudo era muito, muito bem marcado. Hilariante mesmo em inglês.&lt;br /&gt;Graça a Deus nem O Patinho Feio nem O Pinheiro (estórias do famoso fabulista dinamarquês Hans Christian Andersen) apareceram em cena. Mas ao final, Silvestrinho era um disfarce de um professor alemão “fom” não sei de quê: um fascista - e que não era alemão, era austríaco -, para constrangimento dos alemães na platéia.&lt;br /&gt;Foi tudo muito interessante. Mas depois de um passeio de oito horas no gelo, fiquei muito feliz ao chegar em casa e constatar que meus dedos dos pés, congelados e doendo enlouquecedoramente, ainda podiam ser salvos. (Um exagerozinho do barriga-verde aqui.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278623594673705394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SUFwMSeFkbI/AAAAAAAAAGQ/keW7MQZwQEw/s400/DSC01927.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Cristina no Parque Tívoli, em Copenhagen, que já decorado para o Natal, parece um cenário de conto de fadas&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-1217141608361163129?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/1217141608361163129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=1217141608361163129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/1217141608361163129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/1217141608361163129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/12/drible-cultural.html' title='Drible cultural'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SUFvI5xPEuI/AAAAAAAAAGI/S_e55ugFBJ8/s72-c/DSC01900.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-5550534118723980794</id><published>2008-10-31T08:15:00.001-02:00</published><updated>2008-10-31T08:22:34.059-02:00</updated><title type='text'>Vai um baseado aí?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;É terra de maluco mesmo, em muitos sentidos, essa Dinamarca.&lt;br /&gt;É um povo tão certinho que não dá para entender como eles permitem que exista, no coração de Copenhagen, um bairro hippie onde a venda e o uso de maconha e de haxixe é tolerado. Não quero entrar no mérito do julgamento, se é certo ou errado liberar a maconha, mas é terrivelmente contrastante com a rigidez das regras da sociedade daqui, onde o senso do dever é quase patológico - nos trens há uma área silenciosa e, às vezes, se algum desavisado fala alguma coisa, é repreendido constrangedoramente.&lt;br /&gt;Christiania fez 37 anos no último dia 26 de setembro. Fomos lá conferir a festa. Tava rolando shows, apresentações e, claro, muuuuita marijuana.&lt;br /&gt;Gente. Nunca vi tanto maconheiro junto, fumando numa boa, vendendo, oferecendo trago (pega). E foi chegando tanto maluco ao longo do dia que lá pelas três da tarde era até difícil enxergar através da névoa. Fiquei doidão só de respirar! Brincadeira!&lt;br /&gt;Christiania surgiu no início da década de 1970 depois que um grupo de hippies e artistas ocupou uma vila militar desativada em Chistianhavn, uma área muito bonita de Copenhagen, com um lago espetacular. Ocuparam os prédios dos milicos, construíram casas improvisadas e decretaram a Cidade Livre, com regras próprias, moeda local e governo independente.&lt;br /&gt;Na época, guerra do Vietnã, o discurso hippie antiviolência ganhou popularidade entre os dinamarqueses e o pessoal foi ficando. Era bonitinho, politicamente correto e tal.&lt;br /&gt;Depois virou problema social. Muitas famílias moravam no lugar, mas não pagavam água, luz, limpeza. E vendia-se em Christiania tudo quanto é tipo de droga. Fizeram um acordo com o governo. Passaram a pagar pelos serviços públicos e baniram drogas pesadas como cocaína e heroína. A polícia, claro, não gosta nada da idéia de ver droga sendo vendida por ali, mas não se mete, já que existe um pacto chancelado no Parlamento Dinamarquês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQrZhcIv7kI/AAAAAAAAAFI/A6G5e5DzC2w/s1600-h/DSC05903.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263260391163259218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQrbcJeraVI/AAAAAAAAAFg/oNEtn5glzlQ/s400/DSC05903.JPG" border="0" /&gt; &lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Portal de entrada de Christiania, comunidade hippie que ocupou área militar numa das regiões mais bonitas e valorizadas de Copenhagen&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Nos anos 70 e 80 o pessoal de Christiania era muito irreverente na crítica à guerra fria e ao capitalismo de base estadunidense. Certa vez, por ocasião de uma reunião da Otan em Copenhagen, os artistas de lá invadiram o estúdio de uma estação de rádio e simularam um boletim urgente anunciando a invasão da Dinamarca pelos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Foi um fuzuê no país todo.&lt;br /&gt;Noutro ano, na véspera do Natal, o pessoal se vestiu de papai Noel para fazer o Natal dos desvalidos. Saquearam lojas de brinquedos e os entregaram a crianças pobres. A polícia deu em cima, prendeu todo mundo e as fotos dos papais noeis sendo carregados pelos policiais correram mundo nas capas dos jornais.&lt;br /&gt;Em Christiania rola muita coisa legal. Além de toda liberdade (só não pode tirar foto do pessoal vendendo droga), um restaurante vegetariano, muita arte, apresentações circenses e um templo budista que já recebeu a visita do Dalai Lama e onde rola indefinidamente uma campanha Free Tibete. Mas, claro, também há divisão social entre os próprios moradores. Os que chegaram primeiro vivem nos quentes e em construídos edifícios militares. Um apartamentos têm até sacada. Há também chalés na beira do lago que para Dinamarca é coisa de milionário. Mas há quem viva em trailers caindo aos pedaços, barracos de madeira e papelão, totalmente improvisados; lembra claramente uma favela...&lt;br /&gt;Depois de um tempo analisando porque os dinamarqueses aceitam Christiania cheguei à conclusão de que é porque a comunidade contribui com a imagem – superdimensionada - de tolerância da Dinamarca. Não é uma sociedade tão aberta assim.&lt;br /&gt;Fui embora de Christiania meio grogue. Tinha uns cinco mil baseados acesos quando parti. No portal da Cidade Livre, à saída, li a inscrição em tom de alerta: “Você está entrando na União Européia”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-5550534118723980794?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/5550534118723980794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=5550534118723980794' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/5550534118723980794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/5550534118723980794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/10/terra-de-maluco-mesmo-em-muitos.html' title='Vai um baseado aí?'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQrbcJeraVI/AAAAAAAAAFg/oNEtn5glzlQ/s72-c/DSC05903.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-4511871466724758094</id><published>2008-10-23T14:28:00.000-02:00</published><updated>2008-10-24T05:38:54.335-02:00</updated><title type='text'>A capital do século XX</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;(O texto a seguir é uma pincelada geral sobre a visita que eu e minha mulher, Cristina, fizemos à capital da Alemanha entre os dias 12 e 17 de setembro de 2008. Já tem mais de mês, eu sei, mas é que estamos com visita (meu sogro e minha sogra) e aproveitando para visitar outras atrações. O tempo está um pouco curto. Mas vamos lá. A Terra gira.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;Abaixo, depois da geral, acrescento os detalhes das principais atrações de Berlim.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Boa viagem.)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Berlim reuniu mais história no último século do que qualquer outra cidade no mundo todo. Foi palco principal das maiores tramas do nosso tempo: as duas grandes guerras, o holocausto (para muitos a maior tragédia da humanidade), a guerra fria. Em contraste com seu passado glorioso, hoje em reforma, ainda são frescas as lembranças deste período tão obscuro para uma cidade que só recentemente foi libertada da barreira política, física e psicológica que a separou por quase meio século.&lt;br /&gt;O povo é gentil, acolhedor e prestativo, diferente da imagem fleumática do germânico. Nos poucos dias que estivemos em Berlim fomos abordados por duas pessoas que, pressentindo nossa dificuldade com endereços, ofereceram ajuda. Por outro lado, diferente da Escandinávia, nem todo mundo fala inglês, nem mesmo os funcionários dos hotéis – resquícios da cortina de ferro, onde o estudo das línguas ocidentais era praticamente um crime.&lt;br /&gt;Os berlinenses também se mostram envergonhados de seu passado. Um jovem que nos ofereceu ajuda no metrô fez questão de recomendar uma visita a Sachsenhausen, um antigo campo de concentração e de prisioneiros convertido em museu nos arredores da cidade. Disse que era um espaço deprimente (de fato o é), mas que deveria ser visitado e que tal episódio - o assassinato dos judeus - nunca deveria ser esquecido.&lt;br /&gt;Berlim ainda é um canteiro de obras mesmo 60 anos após o fim da Segunda Guerra - os bombardeios aliados aniquilaram praticamente todos os prédios da cidade. As construções, porém, hoje concentram-se no lado oriental, que conhece um espantoso boom imobiliário próprio de seu capitalismo lactente.&lt;br /&gt;É também do lado leste que se encontram os grandes monumentos e patrimônios arquitetônicos e culturais da antiga pérola do Império Prussiano, hoje em reforma para que sejam convertidos em museus e locais de visitação pública (a União Soviética, que chegou primeiro a Berlim para dar um fim definitivo à guerra, cobrou caro pelo seu milhão de soldados mortos, ficando com o melhor da cidade).&lt;br /&gt;Berlim respira cultura, arte, cosmopolitismo e energia. Os melhores maestros do mundo regem as orquestras de lá. Grandes mestres da pintura mundial encontram-se em suas galerias. Os maiores artistas da música pop (Madonna foi o último) a incluem invariavelmente em suas turnês. Até Barak Obama fez um comício recentemente que reuniu impressionantes 100 mil alemães.&lt;br /&gt;Ao lado de Berlim, a 40 minutos de metrô, está Potsdam (o metrô merece o parêntese, pois há outra cidade subterrânea, com um sistema impressionantemente eficaz com incontáveis estações e rigorosíssimo nos horários). Potsdam, a jóia da dinastia dos Frederico, os grandes reis germânicos, é parada obrigatória. Com vários castelos e edifícios históricos (alguns em reconstrução), principalmente no Parque Sansouci, Potsdam está para a Alemanha como Versailles está para a França. É incrível. Tire pelo menos um dia para caminhar pelo impressionante jardim.&lt;br /&gt;Um passeio honesto por Berlim e arredores merece bons 10 dias. Tive só a metade disso. E uma frente fria que fez a temperatura despencar a menos de 10 graus tornou particularmente dolorosa a visita ao campo de concentração de Sachsenhausen.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260388692983602434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQCnpUHE3QI/AAAAAAAAAFA/cxgOJSL-ijM/s400/reichs.jpg" border="0" /&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;Fotaça do "morrinho artilheiro" comigo, Cristina e o Reichstag reformado emoldurando: vale uma subida na cúpula modernosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-4511871466724758094?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/4511871466724758094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=4511871466724758094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/4511871466724758094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/4511871466724758094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/10/capital-do-sculo-xx.html' title='A capital do século XX'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQCnpUHE3QI/AAAAAAAAAFA/cxgOJSL-ijM/s72-c/reichs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-8544628928220602229</id><published>2008-10-23T14:13:00.000-02:00</published><updated>2008-10-24T05:40:55.636-02:00</updated><title type='text'>Um monumento à vergonha</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQCk5Qxai1I/AAAAAAAAAEw/LqCpIQcRxqU/s1600-h/hausen2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260385668430465874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQCk5Qxai1I/AAAAAAAAAEw/LqCpIQcRxqU/s400/hausen2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Como a história é contada do ponto de vista dos vencedores, o monumento em Sachsenhausen mostra o soldado do Exército Vermelho resgatando os desvalidos do horror nazista. O campo de judeus depois virou campo de prisioneiros dos opositores do regime soviético&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Um espaço ermo, um silêncio claustrofóbico. Um nauseante cheiro de morte, de dor, de lembrança. O campo de concentração de Sachsenhausen é assim, um cenário perfeito para a reflexão sobre um episódio tão horrível, o Holocausto judeu. E especificamente naquele dia o frio e o vento cortante tornaram a experiência mais torturante. Não bastava tudo ser tão difícil, em frente às câmaras de execução a máquina fotográfica escorregou da minha mão trêmula, caiu e quebrou, para tornar a visita completamente depressiva.&lt;br /&gt;Sachsenhausen é outra herança do fim da guerra fria. Ficou sob domínio soviético para transformar-se em campo de prisioneiros políticos nos cinco anos seguintes ao fim da Segunda Grande Guerra. Na década de 1990, com a unificação, ganhou status de patrimônio nacional à vergonha. É uma instituição pública, de visitação gratuita, onde os alemães expiam as culpas de seus antepassados. Toda a história do campo, narrada em tom trágico, pode ser acompanhada em áudios-guias em várias línguas (menos português) ao preço de três euros. Compensa pagar pelo espanhol, que se entende sem dificuldade.&lt;br /&gt;Chama a atenção no campo a vala de execuções e as câmaras nas quais não se permitia aos soldados nazistas ver os prisioneiros que eram executados com um tiro na nuca (eles estavam tendo problemas psicológicos, coitados). Nos marcos das valas comuns milhares de pedras depositadas por judeus que visitam os campos em homenagem ao seu povo. E estrelas de Davi montadas em velas levadas pelos visitantes ilustram a indignação e o orgulho dos israelenses nas câmaras de extermínio.&lt;br /&gt;O museu que retrata casos de prisioneiros com recursos multimídia, cartas e documentos originais recuperados é revelador. Lá se encontra ainda o que restou de um alojamento com camas de madeira em três lances que serviram de inspiração a muitos filmes; os banheiros; sala de tortura, além de objetos como roupas e utensílios originais ou reconstituídos.&lt;br /&gt;O detalhe importante do barracão, não deixe de notar, são as paredes de madeira do alojamento totalmente queimadas. Estão assim preservadas com um vidro protetor como monumento à intolerância que ainda persiste na Alemanha. O barracão pegou fogo em 1992, logo após a visita do então primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin. O incêndio é atribuído a grupos neonazistas, que desde a inauguração do memorial já perpetraram mais de 60 ataques a Sachsenhausen.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Hoje o campo é todo fiscalizado por dezenas de câmeras de vídeo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260385845262845922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQClDjhih-I/AAAAAAAAAE4/yO9dM5Up_Zk/s400/hausen.jpg" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Lembram-se do final de&lt;/em&gt; A Lista de Schindler&lt;em&gt;: olha as pedras depositadas pelos visitantes em memória dos mortos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-8544628928220602229?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/8544628928220602229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=8544628928220602229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/8544628928220602229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/8544628928220602229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/10/um-monumento-vergonha.html' title='Um monumento à vergonha'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQCk5Qxai1I/AAAAAAAAAEw/LqCpIQcRxqU/s72-c/hausen2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-4450630261215796738</id><published>2008-10-23T13:47:00.000-02:00</published><updated>2008-11-07T16:33:07.669-02:00</updated><title type='text'>Avant-première no mundo dos grandes espetáculos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQCdrcWS4cI/AAAAAAAAAEo/KWi6eABVja4/s1600-h/Baremboim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260377734438379970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQCdrcWS4cI/AAAAAAAAAEo/KWi6eABVja4/s400/Baremboim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;O maestro argentino Daniel Baremboim, titular da Staatskapelle Berlim, que regeu e ainda mandou ver no piano (a foto é divulgação da Staatskapelle) &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Quanto a vocês eu não sei qual seria a reação. Mas eu fiquei eufórico demais quando pesquisava pela internet o que fazer em Berlim e descobri que justamente no período em que estaria lá aconteceria o Musik Fest Berlim, uma seleção do melhor repertório clássico, da ópera e do ballet produzido no ano na Alemanha.&lt;br /&gt;Queria assistir a tudo, o dia inteiro, a noite toda. Mas havia alguns problemas. Estava meio em cima da hora. Como fazer isso da Dinamarca? E o principal: quanto custaria? Pesquisando um pouco mais descobri um site que é um achado. Você adiciona o prazo e o tipo de atração que deseja e ele te mostra o que está acontecendo ou o que vai acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;E ainda indica como comprar pela internet mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Era um sonho...&lt;br /&gt;Nem tanto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Estava praticamente tudo esgotado. Sobraram poucas cadeiras, naturalmente as mais caras (200 euros), para as óperas nas grandes casas. Ao fim restou-me um concerto na Staatskapelle Berlim com dois assentos por 10 euros (era tão barato que depois de comprar eu imaginei que seriam atrás dos pilares). Não entendi muito bem o que iam tocar mas só o maestro, Daniel Baremboim, já me convenceu: é uma estrela dourada da música clássica mundial. É argentino, curiosamente. Tenho uma gravação dos réquiens de Mozart e de Verdi regidas pelo Baremboim para a EMI - coisa para qualquer um não, a regência para a EMI.&lt;br /&gt;Paguei com meu cartão de crédito os 20 euros dos convites para mim e Cristina e imprimi o recibo. Lá dizia que em dois dias os tickets estariam na minha caixa de correio em dois dias. A não ser se eu morasse fora da Alemanha, onde o prazo é de 10 dias. Ué? Danou-se. O concerto era em quatro dias. Mas logo eles explicaram no papel que meus convites estariam disponíveis no escritório da casa de espetáculos.&lt;br /&gt;Maravilha. Tudo lindo.&lt;br /&gt;No sábado, já em Berlim, eu e Cristina curtimos o city tour até umas seis da tarde quando o ônibus parou em frente à Staatskapelle. Decidimos recolher nossos convites e, para nossa desgraça, o escritório estava fechado desde as duas da tarde. Fiquei chateadíssimo com a possibilidade de perder o concerto e os meus 20 euros. Mas ainda assim tentaríamos entrar só com o papel do recibo – que o rigor alemão certamente não aceitaria. Já estávamos meio conformados, mas iríamos tentar mesmo assim.&lt;br /&gt;Andamos um pouco mais à pé por Berlim e às 19h30 decidimos que era hora de voltar à Staatskapelle para o concerto, marcado para as 20 horas. Fomos de metrô, para não atrasar – sem convite e ainda atrasado não havia nenhuma chance. Descemos do metrô e, para variar, nos perdemos. Chegamos à entrada às 20 horas em ponto. Por sorte - temos de ter alguma -, o cidadão da bilheteria falava inglês. Disse que nossos convites estavam na bilheteria. Fomos até lá voando. No balcão fomos abordados por um jovem: - Tenho um de 15, tu queres? – Eu honestamente fiquei sem entender de onde havia saído aquele gaúcho no meio de Berlim, junto a toda aquela correria e angústia. Cheguei a pensar que era assalto, mas Cristina interviu mostrando os nossos ingressos e ele fez um gesto com o polegar. Jóia.&lt;br /&gt;Agradecemos e subimos as escadas de dois em dois lances. A platéia já aplaudia a entrada do Baremboim quando achamos nossos assentos, bem em cima, do lado esquerdo; não tinha pilar na frente, mas o corrimão do piso superior ficava bem na linha da cabeça do maestro e na lateral perdia-se a visão de 20% da orquestra.&lt;br /&gt;Ok, pelo menos dava para ouvir bem.&lt;br /&gt;Começou a apresentação. Baremboim regendo e dando canja ao piano. Cristina me pergunta qual era o programa e eu... Sei não, lembro não.&lt;br /&gt;No breve intervalo da primeira peça corri ao saguão e pedi o programa: 2,50 euros. Paguei. Tinha tudo lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Em alemão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Mas consegui identificar a obra: ... Quer dizer, o autor, Elliott Carter, um norte-americano. As obras eram de 1993, 1996, 2002, 2003 e 2006, uma salada.&lt;br /&gt;Mas gente. É moderna demais. Tem de ser muuuiiito apreciador de música clássica para achar bom. Eu gosto muito mesmo, mas não é assim muuuuuuuuuiito desse jeito não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Teve hora que ficou chato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Dava a impressão de que ali só tinha músico, professor ou estudante de música na platéia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-1be233d437c2f8a3" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v17.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D1be233d437c2f8a3%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331317201%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1A6CC6ED9A3ADFFD138C06F342B91C7A933D458A.9CB7FC03765509AA14E4A4F71B23E4EF3338170%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D1be233d437c2f8a3%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DnTgHKE1FDMftxmcGNTrLFCtQZXI&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v17.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D1be233d437c2f8a3%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331317201%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1A6CC6ED9A3ADFFD138C06F342B91C7A933D458A.9CB7FC03765509AA14E4A4F71B23E4EF3338170%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D1be233d437c2f8a3%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DnTgHKE1FDMftxmcGNTrLFCtQZXI&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Já estou ficando metido: olha o videozinho que fiz, escondido, com uma câmera&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Restou testar meus conhecimentos sinfônicos – que ao final se revelaram restritíssimos. Tentava identificar os sons, os instrumentos, encontrá-los no meio da orquestra.&lt;br /&gt;Depois do piano do Baremboim veio uma dona, mezzosoprano, para cantar falando. Era norte-americana, de Nova Iork. Voz potente. Eu, claro, não entendia nada do que ela dizia-cantava, mas era chatíssimo.&lt;br /&gt;Na próxima peça um chileno ia fazer solo de... de... - Como é que chama aquela corneta engraçada lá, Realle? – Indagou Cristina.&lt;br /&gt;Eu esqueci. Estava em algum lugar da HD que eu não conseguia acessar. Sabe quando o biscoito está lá no alto do armário, você fica na ponta dos pés, e quando encosta no pote ele vai mais para o fundo? Era assim meu cérebro naquele momento. Eu pensava: bambolina, bardolino, caraminhola... Nada. Depois de 15 minutos naquela angústia (vocês também já sentiram isso) lembrei do programa. Fui e lá estava. Em alemão. Horn (corneta?). Horn não servia. Desisti e voltei a prestar atenção na orquestra.&lt;br /&gt;A outra peça foi bem legal porque tinha nada menos do que quatro percussionistas. Instrumento que eu nem imaginava que existisse. Gongo. Xilofones de madeira, metal, chifre, sei lá; vibrafones, caixas, tic-tacs, ganzá, reco-reco, pratos. Enfim, um monte de instrumentos, os quatro caras trançando de um lado para o outro para socorrer o colega, virar partitura, bater no tímpano. E, de repente, algo me chama a atenção. Mostro para a Cristina o percussionista com uma espécie de marreta na mão. Enorme.&lt;br /&gt;E o cara dá uma porrada com toda força numa caixa de madeira.&lt;br /&gt;Pláááa.&lt;br /&gt;Cruz credo.&lt;br /&gt;E acabou o concerto.&lt;br /&gt;O povo aplaude com entusiasmo. E aplaude mais.&lt;br /&gt;Devia ser uma avant-première desse Elliot Carter, né? Como a alemãozada aplaude!&lt;br /&gt;Fica de pé.&lt;br /&gt;A mão dói de tanto bater palma! E o maestro vai embora e povo continua a bater palma.&lt;br /&gt;E o maestro volta. Cumprimenta a platéia. Chama os solistas.&lt;br /&gt;E dá-lhe palmas.&lt;br /&gt;Vai embora de novo e povo não pára de bater palma.&lt;br /&gt;Já tava dando no saco aquele vai-vem.&lt;br /&gt;E volta o maestro e o povo aumenta as palmas. Ele apresenta todo mundo da orquestra, instrumento por instrumento.&lt;br /&gt;Pede palmas.&lt;br /&gt;O maestro também bate palmas.&lt;br /&gt;E sai.&lt;br /&gt;E nada dos alemães pararem de bater palma.&lt;br /&gt;E volta o Baremboim. Ganha flor.&lt;br /&gt;Já vai uns 20 minutos de palmas nessa p...&lt;br /&gt;Na quinta vez que o maestro saiu eu apelei. Fui embora para o hotel pôr gelo na mão.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-4450630261215796738?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=1be233d437c2f8a3&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/4450630261215796738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=4450630261215796738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/4450630261215796738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/4450630261215796738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/10/avant-premire-no-mundo-dos-grandes.html' title='Avant-première no mundo dos grandes espetáculos'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQCdrcWS4cI/AAAAAAAAAEo/KWi6eABVja4/s72-c/Baremboim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-6503203117129462468</id><published>2008-10-23T13:14:00.000-02:00</published><updated>2008-10-23T13:45:58.655-02:00</updated><title type='text'>Os jardins reais de Potsdam</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260371595146911474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQCYGFtJXvI/AAAAAAAAAEY/eGfSsu-P1IA/s400/sansuci.jpg" border="0" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;Magnifica escadaria que dá acesso ao Palácio de Sansouci, em Potsdam, Alemanha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Potsdam vale um dia ou dois no seu passeio pela Alemanha. Fica a 40 minutos de Berlim num trem bastante confortável. O Parque Sansouci é deslumbrante e seus jardins rivalizam com Versailles, na França. Os Frederico, linhagem de monarcas prussianos, construíram ali seus monumentos. Vários castelos suntuosos que hoje abrigam exposições de arte e guardam um pouco do modo de vida da elite germânica nos séculos 18 e 19 e uma biblioteca monumental.&lt;br /&gt;Potsdam esteve durante cinco décadas escondida atrás da cortina de ferro da Alemanha Oriental e hoje seus patrimônios artísticos, culturais e arquitetônicos encontra-se em reforma, como é o caso da biblioteca, para receber turistas. A maioria deles, diga-se, alemães, russos e poloneses.&lt;br /&gt;Cruze à pé os jardins de Sansouci e descubra os muitos monumentos que não estão nos guias turísticos. Admire as fontes, os túneis de vinhas, as flores magníficas, os desenhos paisagísticos, as escadarias espetaculares que dão acesso ao antigo palácio. Se você for por lá em meados de outubro poderá desfrutar das uvas e figos frescos que são cultivados nas escadarias, ao alcance das mãos. Colha-os sem fazer muito alarde, pois não sei se é permitido. Eu não resisti e chupei uns três cachos de uvazinhas tintas muito azedas por conta de sua colheita prematura.&lt;br /&gt;Tire fotos, muitas fotos. Leve pão para alimentar os patos. Curta a caminhada nos gramados. Perca-se entre as árvores. Depois visite a interessante galeria onde você poderá ver obras da coleção monárquica. Artistas alemães consagrados e aquele famoso Caravaggio onde o discípulo enfia o dedo na ferida aberta no peito de Cristo. Uma obra prima. E prepare-se para a choradeira incessante nas queixas contra a Rússia, que se recusa a devolver as obras de arte surrupiadas durante a era soviética.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260374772911317794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQCa_DzOIyI/AAAAAAAAAEg/Tcw39dhXoE0/s400/sansuci2.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Neues Palais, no lado oeste do Parque Sansouci&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-6503203117129462468?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/6503203117129462468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=6503203117129462468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/6503203117129462468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/6503203117129462468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/10/os-jardins-reais-de-potsdam.html' title='Os jardins reais de Potsdam'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SQCYGFtJXvI/AAAAAAAAAEY/eGfSsu-P1IA/s72-c/sansuci.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-2242866808059611152</id><published>2008-10-06T07:52:00.000-03:00</published><updated>2008-10-06T08:01:40.798-03:00</updated><title type='text'>Insônia eleitoral</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Por conta do TRE fiquei acordado até três da manhã desta segunda-feira. Fiquei em contato direto com os amigos do DM trocando impressões e me informando dos bastidores. Que rolo esse que aprontaram?! Vendo a minha, fico imaginando a angústia dos meus amigos candidatos a vereador com tanta demora!&lt;br /&gt;Um caminhão de urna pifada!? Hummm!!&lt;br /&gt;E essa desembargadora presidenta, hein? Mais uma dela. Que coisa esquisita ela de própria voz proclamar a vitória do Iris Rezende, apesar de não ser mais novidade para ninguém. (Será que foi pedido do Marconi?)&lt;br /&gt;Quer saber? Faz tempo que eu não confio em urna eletrônica. Desde que o Djalma Araújo (PT) teve garfada a eleição de deputado estadual em 2002.&lt;br /&gt;Lembram-se? Eu lhes refresco a memória.&lt;br /&gt;No geral, Djalma ficou 50 votos atrás de Mauro Rubem (também PT), o último dos eleitos da coligação. Só que na principal base do Djalma, o Setor Itatiaia, já no fim da votação uma urna eletrônica travou. Mais ou menos uns 300 votos lá dentro foram para o saco. Dos outros 100 eleitores que votaram no papel, metade assinalou Djalma. Era de se imaginar que ele teria outros 150 votos dentro dos 300 que foram torrados. Nas outras urnas do Itatiaia, Djalma teve média de 200 votos. O Djalma reclamou, obviamente, mas o TRE fez que não era com ele, pois o problema colocava em cheque todo o elogiadíssimo sistema de votação eletrônica. Poderia ser aquele o primeiro problema grave de uma série de outros que viriam ocorrendo? Nenhum mortal sabe...&lt;br /&gt;E além do mais, tem hacker que entra em sistemas seguríssimos como o do Pentágono. Ferrar urninha eletrônica superbásica deve ser brincadeira de adolescente micreiro.&lt;br /&gt;Mas a eleição reservou surpresas. As principais, e não necessariamente nessa ordem, as vitórias de Gari Negro Jobs e Túlio Maravilha.&lt;br /&gt;Incrivelmente (aliás, não deveria ser novidade considerando as eleições dos dois nomes acima), o melhor vereador de Goiânia na última legislatura, Elias Vaz (PSol), foi o eleito com o menor número de votos. Mas foi estratégico e inteligente. Elias dividiu sua base de apoio numa chapa pura que conseguisse alcançar a proporcionalidade. Não o fizesse, teria perto de 10 mil votos e morreria sem atingir o quociente.&lt;br /&gt;Boas notícias também as derrotas de Amarildo Pereira INSS e de Josué Gouvêa (não gosto desse cara depois que ele traiu o irmão da própria igreja, o deputado federal João Campos, para apoiar o endinheirado Chico Abreu); de Antônio Uchoa 44 e outros que sequer lembro o nome de tão insignificantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;No quadro estadual tenho a mesma impressão que todos têm por ai. O PSDB se ferrou e o PMDB já pode pensar seriamente em investir na candidatura de Iris ao governo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Gente... Jardel Sebba, Marlúcio Pereira, Jean Darrot, Ridoval Chiareloto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Que decepção...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-2242866808059611152?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/2242866808059611152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=2242866808059611152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/2242866808059611152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/2242866808059611152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/10/emoes-eleitorais.html' title='Insônia eleitoral'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-4320310532908791187</id><published>2008-09-29T09:27:00.000-03:00</published><updated>2008-09-29T09:32:33.193-03:00</updated><title type='text'>Aspectos da vida na Escandinávia (IV)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;Eu entendo a cobrança a respeito dos textos sobre Berlim e me desculpo pela demora. Eles até já foram escritos, mas eu estou com alguma dificuldade para escolher as fotos. E também recebemos a visita da Ana Lúcia, grande amiga, e tivemos de ciceroneá-la por Copenhagen (tarefa difícil!). Enfim, agora estou partindo para Amsterdã. Volto no fim de semana com muito assunto na bagagem. Deixo um texto que escrevi dia desses sobre um importante detalhe da vida na Dinamarca:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#ff0000;"&gt;As flores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Jardim na Dinamarca é coisa mística, sagrada. As famílias se esforçam para manter um, mesmo que seja apenas um vasinho ou uma floreira na janela. Os mais afortunados, aqueles que têm quintal - o que é raro aqui, pois moradia é caríssima – se orgulham muito de suas muitas flores.&lt;br /&gt;Quando deixei na internet um pedido de ajuda para arrumar casa na Dinamarca um cidadão que aqui morara me respondeu que o mais importante era o jardim... Por uns dias fiquei apavorado, porque no meu bolso só cabia apartamento. Aí uma mestranda da Universidade de Copenhagen esclareceu a questão. Disse que jardim é legal, aproxima as pessoas e alegra o ambiente, mas para quem ia ficar só seis meses era besteira, pois no inverno morre tudo, sobra só os galhinhos secos.&lt;br /&gt;Então, para aproveitar as floradas do verão, nas calçadas há diversos floristas vendendo tudo quanto é flor e planta, de rosas a girassóis, de coqueiros a bonsais. Nos supermercados idem. Até em loja de móvel se vende planta. Eu e Cristina, claro, compramos três vazinhos, uma campânula, um canaxuê e uma orquídea.&lt;br /&gt;O mais interessante mesmo aqui é o mato. Uma amiga da Cris até já havia alertado de que na Dinamarca em vez de capim, nos lotes baldios nascem flores. Realmente. É chocante. Acaba que é mato mesmo, mas é baixo, bem rasteiro, e cheio-cheio-cheio de florzinhas de todas as cores. É impressionante. E o melhor: não tem dono. Flor pode pegar, ao contrário das maçãs.&lt;br /&gt;Claro. Quando nós chegamos aqui tinha muito mais flor no mato. Mas agora que deu uma esfriada raleou. Toda vez que eu cruzava os 300 metros que ligam minha casa à estação de trem de Trekroner ficava de olho nas florzinhas.&lt;br /&gt;No dia que a Ana Lúcia, uma amiga de Goiânia, chegou para nos visitar, fiz minha primeira colheita - para impressionar. Olha o resultado aí na foto.&lt;br /&gt;Coube certinho no pote vazio de nescafé.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251419588224373906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SODKStKkVJI/AAAAAAAAAEQ/CB2PhRawtU0/s400/DSC00320.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251419462870556738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SODKLaL44EI/AAAAAAAAAEI/STBY0_Hj7Eg/s400/DSC00314.JPG" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-4320310532908791187?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/4320310532908791187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=4320310532908791187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/4320310532908791187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/4320310532908791187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/09/aspectos-da-vida-na-escandinvia-iv.html' title='Aspectos da vida na Escandinávia (IV)'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SODKStKkVJI/AAAAAAAAAEQ/CB2PhRawtU0/s72-c/DSC00320.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-2079906100340375638</id><published>2008-09-22T14:38:00.000-03:00</published><updated>2008-09-22T14:42:17.439-03:00</updated><title type='text'>É o samba do pica-pau amarelo...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Gente, vamos esclarecer uma coisa: até onde pude ver a Dinamarca não tem nenhuma tradição no confeito de chocolates. Na Europa chocolate bom mesmo vem da Bélgica e da Suíça (o toblerone está fazendo 100 anos).&lt;br /&gt;- Mas, mas... Como assim? - você pergunta.&lt;br /&gt;Eu explico. É que toda vez que falo a um brasileiro que moro na Dinamarca ele diz para eu comer muuuuuito chocolate. Eu não refuto para o sujeito não ficar com vergonha.&lt;br /&gt;Mas veja bem.&lt;br /&gt;Os chocolates da marca Kopenhagen - muito bons por sinal - são totalmente made in Brasil. A primeira fábrica surgiu na década de 1920 no bairro do Itaim Bibi, São Paulão capital. Tem nada a ver com a capital dinamarquesa. Só o nome, que por sinal é o sobrenome dos fundadores da empresa no Brasil, um casal de imigrantes letões (calma de novo; letão é quem nasce na Letônia, país que fica do outro lado do Báltico, colado na Rússia, e que entrou dia desses mesmo para a União Européia).&lt;br /&gt;Eu sei que não é fácil. Ainda mais porque o doce mais consumido da Dinamarca é idêntico ao famoso Nhá Benta da Kopenhagen, aquele marshmallow envolto em chocolate. Eles devem ter feito isso para confundir mesmo.&lt;br /&gt;Aliás, outra semelhança muito própria para causar confusão. Tem uma marca muito popular desse doce aqui. Ela pode ser encontrada com facilidade em qualquer supermercado. O nome da marca é...&lt;br /&gt;SAMBA.&lt;br /&gt;Pode?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-2079906100340375638?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/2079906100340375638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=2079906100340375638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/2079906100340375638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/2079906100340375638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/09/o-samba-do-pica-pau-amarelo.html' title='É o samba do pica-pau amarelo...'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-5353127766547652009</id><published>2008-09-11T10:55:00.000-03:00</published><updated>2008-09-18T08:16:20.109-03:00</updated><title type='text'>Olha que idéia legal!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Quando falei da &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;a href="http://blog-do-palazzo.blogspot.com/2008/09/aspectos-da-vida-na-escandinvia.html"&gt;comida&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; na Escandinávia escrevi que as ervas aqui são vendidas vivas nos supermercados. Pois é... Bem que poderiam fazer a mesma coisa no Brasil, já que até nos viveiros é difícil encontrar.&lt;br /&gt;Quando quis fazer uma hortinha em casa, em Goiânia, só achei naqueles caminhões que todas as quintas-feiras chegam à cidade vindos de Holambra, São Paulo. Foi indicação da paisagista Vânia Celidônio, na amizade.&lt;br /&gt;Os caminhões ficam escondidos nas ruas adjacentes às das principais floriculturas – no Cantinho do Professor, Setor Universitário, pára um. Mas não digam a ninguém! É que eles só podem vender no atacado (para você comprar mais caro na floricultura).&lt;br /&gt;O pior de tudo é que se não bastasse a dificuldade de achar o caminhão ainda tem de subornar o motorista ou gastar muita saliva para conseguir um vasinho. Mas o preço compensa e tem de quase tudo de erva, flor e outras plantas.&lt;br /&gt;Enfim, não resisti e comprei um vasinho de manjericão (aqui na Dinamarca ele se chama basilikum). Olha ele na foto aí embaixo decorando minha janela. É lindo, né não? Corta o coração ter de comê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Mas o farei, pelo menos em parte, hoje à noite. Vou preparar um tagliatelle – massa chata de mais ou menos meio centímetro – para a Julia, uma alemãzinha muito meiga e gente boa amiga da Cristina que vem nos visitar hoje e dar dicas do que fazer em Berlim.&lt;br /&gt;Partimos amanhã para a capital germânica, e no fim da semana que vem volto cheio de novas histórias para contar a vocês.&lt;br /&gt;Até lá quem sabe meu basilikum já se recuperou da poda de hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Ah! Se o tagliatelle dinamarquês ficar bom eu posto a receita. ;)&lt;br /&gt;Fui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244772405830946610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SMkstxFTDzI/AAAAAAAAAD4/itHnrvosWkA/s400/basilico.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Meu vasinho de manjericão, adquirido por DKr 18 (R$ 6) no Super Brugen, supermercado para granfino que abriu aqui perto recentemente&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-5353127766547652009?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/5353127766547652009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=5353127766547652009' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/5353127766547652009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/5353127766547652009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/09/olha-que-idia-legal.html' title='Olha que idéia legal!'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SMkstxFTDzI/AAAAAAAAAD4/itHnrvosWkA/s72-c/basilico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-7810153079971494759</id><published>2008-09-10T05:14:00.000-03:00</published><updated>2008-10-23T14:54:08.593-02:00</updated><title type='text'>Aspectos da vida na Escandinávia (III)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Se você é novo aqui no blog pode acompanhar a série desde o princípio. É bom para entender o contexto. Clique neste link, &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;a href="http://blog-do-palazzo.blogspot.com/2008/09/aspectos-da-vida-na-escandinvia.html"&gt;Aspectos da vida na Escandinávia (I)&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt; ou leia os textos de baixo para cima. Hoje vamos falar de coisa muito boa:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244304781350851442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SMeDacJM03I/AAAAAAAAADo/etNB3-6WuRU/s400/vim.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Minha nascente adega: Rosso de Montalcino ao centro, ladeado por garrafas de vodka e de vinho do porto. Ambas já pela metade...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O Vinho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Escandinávia produz vinho eu ainda não vi. Nas gôndolas dos supermercados ou nas adegas encontra-se de tudo e do mundo inteiro. Chamou-me a atenção os vinhos chilenos e argentinos, alguns bem conhecidos no Brasil, como os das casas Concha &amp;amp; Toro e Trivento. Vinhos franceses, espanhóis, italianos e portugueses também são encontrados, mas parece haver alguma curiosidade pelos produtores do novo mundo, com californianos, sul-africanos, australianos e neo-zelandeses recebendo destaque.&lt;br /&gt;Nos supermercados baratos encontra-se portos de diversas casas, Periquita e Valpoliccela a preços bem convidativos, entre 30 e 50 coroas dinamarquesas, ou seja, entre R$ 10 e R$ 15 - e pasmem, é basicamente o mesmo preço de uma coca-cola família.&lt;br /&gt;Para ocasiões mais refinadas, os renomados são também atrativos pelo custo. Dia desses gastei alguns minutos namorando um Brunello de Montalcino na vitrine de uma adega situada na principal rua turística de Roskilde, Dinamarca, a Algade (fica bem no comecinho da rua, reservada apenas a caminhantes e bicicletantes). Resolvi entrar e para meu espanto o preço era bem amigável, algo como R$ 80 – no Brasil pode-se multiplicar esse valor por cinco. Lá dentro bons vinhos de Rioja e espumantes Cava (Espanha); da Itália um prosecco de Valdobbiadene e tintos do Vêneto; do Piemonte tinha um Barolo de R$ 35; da França Borgonhas, Bordeaux, Côtes Du Rhône - um Châteauneuf-du-Pape de R$ 60 que me fez salivar – e Veuve Clicquot a R$ 70. Jurei voltar, não sem antes aproveitar uma promoção de dois Rosso de Montalcino por R$ 50.&lt;br /&gt;Não vi na adega rótulos conceituados do Chile e da Argentina, no que concluo que os vinhos sul-americanos são para o público menos afortunado.&lt;br /&gt;Pergunto ao dono da adega porque preços tão singelos para os vinhos - considerando que uma garrafa de vodka Smirnoff de 750 ml sai por quase R$ 60. A resposta foi óbvia: na Europa, vinho é considerado alimento, não bebida alcoólica, e submetido a tributação camarada.&lt;br /&gt;Lembrei logo de um bate-papo fortuito que tive em Brasília com o ex-deputado federal e atual superintendente da Cooperativa Vinícola Aurora, Hermes Zanetti (PSDB-RS) – ele é padrinho de casamento um grande amigo meu em Goiânia. Ele me dizia que já no começo da década de 1990 apresentava essa reivindicação ao Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Pois já se passaram quase 20 anos e até agora nada.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244305154074143570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SMeDwIpW61I/AAAAAAAAADw/L8ERWKpHMHo/s400/pordosol.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Tem nada a ver com o assunto a foto... Mas é lindo, né não? Por do sol da janela do meu cafofo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-7810153079971494759?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/7810153079971494759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=7810153079971494759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/7810153079971494759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/7810153079971494759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/09/aspectos-da-vida-na-escandinvia-iii.html' title='Aspectos da vida na Escandinávia (III)'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SMeDacJM03I/AAAAAAAAADo/etNB3-6WuRU/s72-c/vim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-560495975979623348</id><published>2008-09-05T10:28:00.000-03:00</published><updated>2008-10-23T14:56:01.382-02:00</updated><title type='text'>Aspectos da vida na Escandinávia (II)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;(Este é o segundo texto da série Aspectos da vida na Escandinávia - é óbvio, eu sei, está escrito no título, mas preciso do parêntese. No primeiro texto explico o que a série significa. Clique neste link, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://blog-do-palazzo.blogspot.com/2008/09/aspectos-da-vida-na-escandinvia.html"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Aspectos da vida na Escandinávia (I)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, ou se preferir, ou leia o blog de baixo para cima. Não sei como resolver esse problema: para os que estão aqui pela primeira vez os textos perdem a ordem cronológica e precisam dessa, digamos, introdução. Aos que já vieram aqui torna-se ambíguo. Fazer o que? Esperar vossa generosa compreensão. E toda vez que postar, explicar tudo outra vez. Enfim:)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242529817288840258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SME1F7vlFEI/AAAAAAAAADY/LoYVIhqHY54/s400/DSC06170.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Na foto, no jardim da Universidade de Gotemburgo, a árvore que produz a maçazinha azedíssima que ninguém deve comer... Vá por mim&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;As Macieiras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Alguém lembra do samba?&lt;br /&gt;“Laranja madura,&lt;br /&gt;na beira da estrada&lt;br /&gt;Tá bichada, Zé&lt;br /&gt;Ou tem marimbondo no pé.”&lt;br /&gt;Pois é. Aqui na Dinamarca o povo até gosta de samba, mas não entende a letra. Nas calçadas as macieiras estão carregadas, as frutas amadurecem a caem no chão e... Ninguém pega. Não é educado, não lhe pertence. É do dono da casa.&lt;br /&gt;- Mas nem se pedir? – questionei a um dinamarquês. Ele não entendeu o que era pedir... Eu menos ainda... Até porque uma polonesa me garantiu que se as maçãs não forem colhidas a macieira adoece. É. Então ta bão.&lt;br /&gt;Ah!, tem muito por aqui uma árvore que dá uma frutinha vermelha do tamanho de uma cerigüela, seriguela (agora ferrou: peraí, dicionário... Dia desses encontrei na Suécia um brasileiro de Cuiabá que estava já há três anos na Itália e havia esquecido o português. Ele me disse que era do mesmo país que o meu e eu retruquei dizendo que não era de Angola.)... Achei. Vixe! Tanto faz com “c” ou com “s”, mas há trema nas duas versões. Enfim, estejam avisados: não coma a tal da frutinha vermelha. É uma maçãzinha azeda qual limão e que aperta que nem banana verde. Essa ninguém pega mesmo. Só os desavisados...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242549171192175090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SMFGseptmfI/AAAAAAAAADg/RoATyt1DaLY/s400/pera.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Uma das três pereiras no quintal do prédio onde eu e Cris moramos. A pêra vai ficando marrom quando amadurece aqui. Havia três até semana passada. E não iam escapar. Mas chegou outro brasileiro antes e faturou&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-560495975979623348?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/560495975979623348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=560495975979623348' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/560495975979623348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/560495975979623348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/09/aspectos-da-vida-na-escandinvia-ii.html' title='Aspectos da vida na Escandinávia (II)'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SME1F7vlFEI/AAAAAAAAADY/LoYVIhqHY54/s72-c/DSC06170.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-678293872735768409</id><published>2008-09-03T04:27:00.000-03:00</published><updated>2008-09-05T10:42:46.828-03:00</updated><title type='text'>A melhor cerveja do mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SL5KWtvHIII/AAAAAAAAADQ/BQU9s8JufDY/s1600-h/cerveja.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241708770400608386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SL5KWtvHIII/AAAAAAAAADQ/BQU9s8JufDY/s400/cerveja.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SL5HtXwNXqI/AAAAAAAAADI/XEaQXz8XVsQ/s1600-h/cerveja.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Barmam do Krogen Soldaten Svejk, pub em Estocolmo que só vende cerveja da República Tcheca, considerada a melhor do mundo (clic na foto para ver a bandeirinha do Brasil no pulso do rapaz). Abaixo, a cerveja nos copos, descansando: são entre 10 e 15 minutos para assentar a espuma e obter a temperatura ideal. No destaque, cartão com o endereço do pub&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Noite de verão em Estocolmo, sol ainda alto - mais ou menos 20h30 -, os suecos em mangas de camisa para enfrentar o calor infernal daqueles 14 graus e nós, eu e minha mulher Cristina, feito esquimós de tanto casaco (os que tínhamos nas malas e outros que adquirimos emergencialmente no comércio local). Rodávamos pelas largas avenidas da belíssima capital escandinava à procura de um pub, o Pelikan (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pelikan.se/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;www.pelikan.se&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;), indicação do Guia Time Out, do estadão.com. Fica na ilha de Södermalm (Estocolmo está erguida sobre 14 ilhas, ou 16, esqueci), na Blekingegatan 40. Na Suécia, toda rua termina em gatan. Manégatan é rua do Manoel, ou algo assim. Lotado, entupido – o Pelikan. Mais gente de fora esperando mesa do que dentro. Cristina quis entrar só para dar uma olhada. Quando voltou, dizendo que o lugar era bem maneiro, me encontrou petrificado diante dos preços descritos no menu afixado na parede (sangue de Jesus tem poder, comemorei).&lt;br /&gt;Meia-volta, paramos num 7 Eleven, loja de conveniência epidêmica na Europa, compramos uma lata de cerveja barata de meio litro, alguns pistaches e saímos a vagar sem rumo por Estocolmo bebericando e quebrando castanhas. Observávamos os restaurantes, pubs e lanchonetes (mais especificamente os preços dos cardápios) pelo caminho. Um ou outro catador de latas e garrafas vasculhava o lixo (veja tópico reciclagem na série Aspectos da vida na Escandinávia). De gatan em gatan já eram quase 22 horas, o sol fora embora, enfim, a cerveja acabara, o estômago reclamara e o frio apertara... Era necessária uma decisão: ou entraríamos em algum lugar ou iríamos embora para o hotel. À nossa frente a Östgötagatan. De uma lado um pub hippie-chique muito cheio e do outro, numa portinha apenas, o Krogen Soldaten Svejk (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.svejk.se/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;www.svejk.se&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;). Pois é, tem até site. Havia um tamboretão vazio no balcão. Cristina sentou-se e eu fiquei em pé ao seu lado. Aguardaríamos vagar uma das quatro mesas do boteco para comer qualquer coisa e vazar.&lt;br /&gt;Enquanto isso aparece o barmam. Garoto, cabelão loiro com rabo-de-galo, estende o braço com o cardápio. Notei no pulso a pulseirinha com a bandeira do Brasil desenhada em missangas. Humm. Em inglês, pedimos uma cerveja sueca, queríamos experimentar algo local. O jovem respondeu que ali só vendiam cerveja boa. Hummmm. Ao cardápio, enfim. Demoramos uns 10 minutos assuntando nomes e preços, a maioria em torno de R$ 12 um copão de meio litro. Até que o sujeito do lado se compadeceu do nosso sofrimento e esclareceu que ali só se vendia cerveja da República Tcheca, considerada a melhor do mundo. Huuuummmmmmmm... Bendito Pelikan.&lt;br /&gt;Cristina pediu uma Bernard Ljus (a melhor do planeta) e eu uma Bohemia Regent (a tal Bohemia original que a gente tanto ouve falar no Brasil). Na nossa frente mesmo o rapaz pegou os copos e, quando acionou a bomba do chopp, a espuma jorrou da base ao topo. Parecia sabão em pó. Eu olhei para aquilo e comecei a empolar. Como que eu explico para um sueco que a minha era sem colarinho? Depois deixou a cerveja lá, branquinha de cima a baixo, em frente à bomba de chopp, e saiu, todo pimpão. Desapareceu. Eu e Cristina entreolhávamo-nos não acreditando que a melhor cerveja do mundo era pura espuma e ainda por cima quente!&lt;br /&gt;Mas de novo o cidadão do lado nos socorreu, já que nosso desespero era visível. Aquele era o modo tradicional e não se abria mão do processo no Svejk. A cerveja ficou lá bem uns 10 minutos, a espuma toda desceu e o cabra voltou para completar até o vinco que indicava 50 cl. Tudo nos conformes. De fato era uma cerveja, digamos, diferente, encorpada, cremosa - e olha, depois de tanta frescura, não precisa ser expert, você acaba impressionado e induzido a achar a bebida uma maravilha.Enfim, para resumir, o cara do lado conhecia o Brasil e não parou de falar. Disse maravilhas de um tal hotel de gelo no norte da Suécia que a gente precisa conhecer no inverno (depois me lembrei que vi no Discovery Channel). O botequinho bombou de gente e pedimos mais cerveja. O playboy do barmam ouviu que e gente era brasileiro e não parava de mostrar a bandeirinha no pulso. Esquecemos de comer. Tiramos fotos de tudo e de todos na maior farra. E depois de tomar da melhor cerveja do universo conhecido encaramos dois quilômetro à pé na madrugada fria de Estocolmo para comer um x-bactéria com coca-cola numa biboca ao lado da estação de metrô.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-678293872735768409?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/678293872735768409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=678293872735768409' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/678293872735768409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/678293872735768409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/09/melhor-cerveja-do-mundo.html' title='A melhor cerveja do mundo'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SL5KWtvHIII/AAAAAAAAADQ/BQU9s8JufDY/s72-c/cerveja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-2425197450719244470</id><published>2008-09-01T13:43:00.000-03:00</published><updated>2008-10-23T14:53:05.764-02:00</updated><title type='text'>Aspectos da vida na Escandinávia (I)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;Essa seção do blog traz curiosidades sobre lazer, transporte, clima, cultura, moda e o cotidiano em geral na Escandinávia. Serão textos rápidos (é difícil escrever pouco) e leves que vou postando sempre que algo me chamar a atenção. Talvez eu faça alterações nos textos já postados porque minhas impressões podem muder à medida em que me familiarizo melhor com as situações, e aí eu aviso. Espero ilustrar os posts com fotos. Pelo menos alguns deles.&lt;br /&gt;Começo com o básico, a alimentação: bom apetite.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A Comida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A alimentação está globalizada. Acha-se de tudo nos supermercados e há restaurantes de todas as nacionalidades na Dinamarca e na Suécia. Na primeira vez que fui às compras me chamou a atenção as maças fuji e gala. De onde? Do Brasil, Santa Catarina, acho. Mas logo maçã, que tem um pé em cada esquina por aqui!? É.&lt;br /&gt;Bananas vêm da África e das américas Central e do Sul. Pastas são italianas; queijos, franceses, holandeses e suíços, nada muito diferente. Os tomates e outras hortaliças, em sua maioria, são dinamarqueses mesmo. Daqui chama a atenção o pão preto, fermentado, com grãos de trigo inteiros, pesado e saboroso. Há centenas de marcas e variações. Come-se com queijos cremosos, patês de fígado flavorizados, margarina, folhas, tomates etc.. Há pães para hambúrgueres e cachorros-quentes, uma mania nacional. Cereais matinais, carnes de frango, porco e boi, salsichas variadas. E batata, claro. A salada de batata, com molho à base de maionese, é tradicional.&lt;br /&gt;A comida não é barata mesmo. Exemplos: um litro de leite custa perto de 4 reais; Nescafé, R$ 15 o pote de 100 gramas; banana é praticamente 1 real a peça; meio quilo de tomates, R$ 5; um quilo de cebolas, R$ 4; um quilo de carne moída, R$ 30; meio quilo de peito de frango, R$ 17; frango inteiro, R$ 22. Carne de porco é mais em conta. Peixe só dinamarqueses muito ricos comem, de tão caro que é. E já vem defumado – nham-nham. Me disseram que aqui seria o paraíso do bacalhau e eu ainda nem vi... Tem supermercado para pobre (Netto, Fakta, Audi) e para rico (Fotex, Super Brugen). A diferença de preços é sensível.&lt;br /&gt;Ah!, molho de tomate enlatado é barato, R$ 1,50. Macarrão também é uma boa opção. O &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;a href="http://blog-do-palazzo.blogspot.com/2008/09/olha-que-idia-legal.html"&gt;manjericão&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; é vendido vivo, nos vasinhos. Achei bem legal. Arroz só tem em pacotes de um quilo e custa uns R$ 8.&lt;br /&gt;Detalhe: acha-se guaraná Antarctica nas gôndolas fácil-fácil, mas é uma facada, R$ 6 a latinha.&lt;br /&gt;Aspecto importante é a preocupação com a boa-forma do povo dinamarquês. Leite com 1,5% de gordura aqui é para o gato. A gente toma porque é mais barato. Em qualquer produto lê-se com destaque a inscrição: no máximo x% de gordura e no mínimo y% de fibras. E bota fibra no negócio. Vai-se ao banheiro para o “número 2” de manhã, de tarde e de noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241106882940158866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLwm8QOAw5I/AAAAAAAAACc/5-2cXbRJf0Q/s400/comida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Encontra-se nos supermercados bananas "Chiquita Jr.", pimentas Piri Piri, as mais fortes que encontrei até agora (pode-se mastigá-las puras) e Nescafé Guld. Lembra Ricardo? Só comprei o primeiro - vai ser caro assim lá em Frankfurt&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-2425197450719244470?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/2425197450719244470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=2425197450719244470' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/2425197450719244470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/2425197450719244470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/09/aspectos-da-vida-na-escandinvia.html' title='Aspectos da vida na Escandinávia (I)'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLwm8QOAw5I/AAAAAAAAACc/5-2cXbRJf0Q/s72-c/comida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-4576776812363609012</id><published>2008-08-28T12:20:00.000-03:00</published><updated>2008-10-23T14:57:20.574-02:00</updated><title type='text'>Tem coisas que a Mastercard não faz por você</title><content type='html'>&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:arial;" &gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239592637402588242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLbFvkAiJFI/AAAAAAAAABc/AjQkBHt_-ts/s400/DSC06370.JPG" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:arial;" &gt;&lt;em&gt;Após sermos expulsos do trem, eu e Cristina chegamos a Estocolmo, a cidade dos balões: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:arial;" &gt;&lt;em&gt;passeio pelo céu custa em torno de 1.600 coroas suecas, ou R$ 400, por pessoa (foto: turista japonês - são os melhores, não tem erro)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Mais de 20 dias na Dinamarca, já acomodados num flat modesto, mobília básica adquirida e recesso de uma semana nas aulas de dona Cristina – que faz um mestrado em Comunicação na Universidade de Roskilde -, decidimos arriscar um breve giro pela Suécia. Verão na Europa é sinônimo de turismo. Não esperávamos, contudo, que um passeio de cinco dias pudesse reservar tanta emoção. Especialmente para mochileiros de primeira viagem.&lt;br /&gt;Antes de tudo, pesquisar preços de transporte. Avião foi logo descartado, já que estava em cima da hora e as tarifas, nas nuvens. Por aqui o negócio é pesquisar nas companhias mais baratas (veja links no fim do post) e com pelo menos dois meses de antecedência. Enfim, o melhor seria (ou poderia ter sido) ir de trem, apreciando a paisagem escandinava.&lt;br /&gt;Numa rápida pesquisa na internet encontramos o site da empresa sueca SJ (veja link) que mostrava preços muito mais baratos do que a expectativa mais otimista e que poderiam ser comprados ali mesmo, depois retirados em máquinas automáticas nas estações. Pela bagatela de 54 euros reservamos os melhores lugares na segunda classe - para não esbanjar - no trecho Malmo/Gotemburgo/Estocolmo/Malmo.&lt;br /&gt;Hotéis (os mais baratos) reservados e bagagem pouca nas costas, lá vamos nós.&lt;br /&gt;De Malmo a Gotemburgo tudo lindo, céu azul e sol. De um lado mar. Do outro, lagos entremeados por florestas de coníferas e campos de feno já colhidos, além de muitos daqueles enormes ventiladores de usinas eólicas (ecologia é coisa séria aqui, mas depois falo disso). O único problema, nada que pudesse comprometer o passeio, era o cheiro de muitos dias sem banho do cobrador que veio conferir nossas passagens e que volta e meia passava pelas nossas cadeiras.&lt;br /&gt;Após dois dias de périplo pela bonita Gotemburgo, voltamos ao trem para desfrutar do trecho pelo interior ermo da Suécia até a magnífica capital, Estocolmo. Tragicamente, entretanto, não pudemos apreciar o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Loiro mau&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Desta vez o cobrador era uma mulher simpática e cheirosa, porém rigorosa. Era o começo do martírio. Pegou nossas passagens, fez um muxoxo e disse-nos alguma coisa em sueco. Desculpamo-nos e perguntamos se poderia falar em inglês (por aqui todo mundo fala). Esclareceu que precisava ver o nosso passe, que aqueles bilhetes referiam-se apenas às reservas dos assentos. Como assim!?! Não aceitamos a resposta e ela saiu, pedindo que aguardássemos.&lt;br /&gt;Reclamei com a Cristina que a inexperiência da moça estava fazendo a gente passar vergonha na frente de todo o vagão – evidentemente todo mundo olhava para a gente. Pedi que ela pegasse as passagens de Malmo até Gotemburgo. Mas ela, sabiamente, preferiu esperar o desfecho da situação.&lt;br /&gt;Voltou um rapaz louro, alto, olhos azuis e uma afetação contida pela importância de sua função – comissário-chefe. Kurt, vi seu nome no broche da SJ. Falava um inglês preciso. Confirmou o que a subordinada havia dito. O que tínhamos em mãos nos dava o direito de escolher as cadeiras desde que tivéssemos comprado o passe de acesso livre. Esse passe é o InterRail (veja link). Nele você escolhe por quanto tempo deseja viajar e a quantidade de localidades, sem assento marcado. O preço, por exemplo, fica entre 503 euros (15 dias) e 1.413 euros (3 meses) com acesso livre a 20 países. Valores para adultos. Jovens com 25 anos ou menos têm quase 50% de desconto.&lt;br /&gt;Ao fim Kurt disse que teríamos de pagar ali mesmo os bilhetes, e na tabela mais cara, claro. Seriam os 18 euros da reserva mais algo perto de 2.300 coroas suecas, ou 270 euros no total. E o loiro ainda tripudiou: “Tem muita gente que acha que pode encontrar tudo mais barato pela internet”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239597720322774978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLbKXbXJF8I/AAAAAAAAABs/OBQnAvSZpAg/s400/fotoblog2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:arial;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:arial;" &gt;Píer em área residencial luxuosíssima em Mälmo, &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:arial;" &gt;projetada &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:arial;" &gt;pelo festejado arquiteto &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:arial;" &gt;espanhol Santiago &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:arial;" &gt;Calatrava. Ao &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:arial;" &gt;fundo, ponte que liga Dinamarca à Suécia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:Arial;" &gt;Abaixo, o famoso edifício Turning Torso completa o projeto urbanístico de Calatrava (fotos de Cristina Xavier de Almeida)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239600340196567218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLbMv7JuqLI/AAAAAAAAAB0/JL0J_fltzzo/s400/DSC06456.JPG" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Passaporte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ok. Cristina entregou-lhe ao comissário cartão de crédito visa do Itaú Personnalitè. Kurt pediu-lhe uma identificação, no que Cristina entregou-lhe a carteira internacional de jornalista, aquela vermelha com as letras douradas garrafais PRESS. Deveria impressionar, mas não fez efeito, nem aqui jornalista tem algum prestígio: “Se a polícia sueca te pedir um documento este não é válido. Só o passaporte.” Orientação básica para estrangeiros que estão na Europa, mesmo morando. Esteja sempre com seu passaporte. Ou, na pior das hipóteses, com uma cópia colorida plastificada. Cristina não portava nenhum deles. Kurt pediu um tempo e saiu. Demorou intermináveis 15 minutos para voltar e a gente já pensando em polícia, deportação. “Seu cartão não foi aceito, senhora”. Ofereci o meu, pois estava com o passaporte. Ele retrucou que com bandeira visa não seria possível, apenas American Express. Ótimo, eu tinha um comigo. Sem chance. O cartão era brasileiro, o que implica em outra dica. Tenha sempre dinheiro em mãos ou confira se seu cartão vale. Na Escandinávia, não raro, não são aceitos cartões internacionais, mesmo aqueles modernos, com chip e senha.&lt;br /&gt;E Kurt sai novamente. Cinco minutos, volta. Se abaixa. Diz que tem umas perguntas para fazer. Na verdade só uma:&lt;br /&gt;- Vocês teriam algum problema em deixar o trem na próxima estação e pagar a passagem no guichê?&lt;br /&gt;- Temos opção? – ironizou Cristina.&lt;br /&gt;- Não. Estamos atrasados e não podemos esperar por vocês. Outro trem vai passar em uma hora. Uma funcionária da companhia espera-lhes para auxiliá-los. (Na verdade, para evitar que não déssemos o cano no trecho já percorrido, quase a metade do caminho). Retiramos nossas mochilas e nos levantamos, o trem já desacelerando.&lt;br /&gt;- Então, faz muito tempo que vocês estão fora da Espanha? – tentou aliviar Kurt, já nos acompanhando até a porta.&lt;br /&gt;- Não somos espanhóis, somos do Brasil.&lt;br /&gt;- Ohhh, really!? – desabrochou o loiro, sorridente. O pessoal daqui gosta de brasileiros. Especialmente na Suécia, porque a rainha, Sílvia, é filha de uma brasileira. - Mas vocês vieram do Brasil com tão pouca bagagem – suspeitou.&lt;br /&gt;- Moramos na Dinamarca – esclareceu Cristina.&lt;br /&gt;- Ohhh, nice. Bye, bye – enxotou-nos.&lt;br /&gt;Compramos as passagens num trem pinga-pinga que passou uma hora e meia depois e que demorou outras quatro para chegar a Estocolmo. Perdemos o dia, mas o que me chateou mais foi um certo sarcasmo que notei nos suecos. Primeiro o cara achou que queríamos dar o cano na passagem. Depois, em Estocolmo, após ficarmos perdidos uma hora na imensa Estação Central, descemos de metrô perto do hotel e abordamos, em inglês, um passante.&lt;br /&gt;- Como chegamos ao Hotel Formula 1?&lt;br /&gt;- Ah! Um hotel daqueles bem baratos? – disse o sacana.&lt;br /&gt;- Yes – respondi sorrindo e, em português, por entre os dentes, balbuciei – Cretino.&lt;br /&gt;- Um que quase não tem serviço?&lt;br /&gt;- Yes, desgraçado.&lt;br /&gt;- Que tem os quartos bem pequenos?&lt;br /&gt;- Yes, filho da puta.&lt;br /&gt;- Acho que é à direita.&lt;br /&gt;Era à esquerda.&lt;br /&gt;Mas essa é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;Os links, já ia me esquecendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Companhias aéreas baratas na europa: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.easyjet.com/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;http://www.easyjet.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.airberlin.com/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;http://www.airberlin.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vueling.com/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;http://www.vueling.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ryanair.com/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;http://www.ryanair.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.clickair.com/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;http://www.clickair.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.wizzair.com/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;http://www.wizzair.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Companhia férrea da Suécia (há outras, vá ao Google): &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.sj.se/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;http://www.sj.se/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Passe de trem (há outros, esse é em português): &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.eurail.com/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;http://www.eurail.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Hotel Formula 1: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hotelformule1.com/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;http://www.hotelformule1.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Prefere albergue? &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hostelbookers.com/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;http://www.hostelbookers.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hihostel.com/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;http://www.hihostel.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hostelword.com/"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;http://www.hostelword.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-4576776812363609012?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/4576776812363609012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=4576776812363609012' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/4576776812363609012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/4576776812363609012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/08/tem-coisas-que-mastercard-no-faz-por.html' title='Tem coisas que a Mastercard não faz por você'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLbFvkAiJFI/AAAAAAAAABc/AjQkBHt_-ts/s72-c/DSC06370.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6526192088984678614.post-1921698484248873063</id><published>2008-08-26T06:25:00.001-03:00</published><updated>2008-09-05T11:40:25.678-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apresentação'/><title type='text'>Transposto o primeiro obstáculo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLPPVMsOPUI/AAAAAAAAAAM/07cE62AsPh8/s1600-h/DSC06371.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238758754652929346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLPPVMsOPUI/AAAAAAAAAAM/07cE62AsPh8/s320/DSC06371.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Eu resisti. Pensei que estava velho demais para incursões em tecnologia tão nova. Cedi. Agora cá estou, tentando fazer um blog - não pareceu tão difícil, confesso. Já haviam me dito que deveria tê-lo feito há uns dois anos. Talvez a questão fosse... É que só agora, do outro lado do mundo, tenho novidades para contar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Enfim, aos amigos e curiosos, compartilho um pouco dessa experiência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Venham comigo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Na foto, pescaria de salmão no coração de Estocolmo (clique na foto para ampliar)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6526192088984678614-1921698484248873063?l=www.blogazzo.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogazzo.com.br/feeds/1921698484248873063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6526192088984678614&amp;postID=1921698484248873063' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/1921698484248873063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6526192088984678614/posts/default/1921698484248873063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogazzo.com.br/2008/08/transposto-o-primeiro-obstculo.html' title='Transposto o primeiro obstáculo'/><author><name>Realle Palazzo Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08246944430350807204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLxQuBY3Q2I/AAAAAAAAACw/zYdtKKo5gGo/S220/fotisblog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_od_V5DHNy00/SLPPVMsOPUI/AAAAAAAAAAM/07cE62AsPh8/s72-c/DSC06371.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
